Síria se nega a aceitar tropas européias junto a sua fronteira

O Governo sírio se nega a aceitar o posicionamento de tropas européias na zona libanesa fronteiriça com a Síria, que teriam a incumbência de impedir a chegada de armas ao movimento xiita libanês Hezbollah."Vale a pena lembrar que as informações que circularam sobre a aceitação da Síria de guardas fronteiriços europeus para supervisionar (a fronteira) sírio-libanesa são infundadas", assinalou um comunicado presidencial divulgado na noite desteSábado.No entanto, o comunicado afirma que a Síria estaria disposta aceitar da Europa "assistência técnica, incluído treinamento" para seus guardas fronteiriços, segundo manifestou o presidente do país, Bashar al-Assad, ao primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, em uma conversa telefônica.O comunicado não divulga outros detalhes sobre o que seria esta "assistência técnica", ou quais países a proporcionariam. Romano Prodi afirmou na sexta-feira em Bari (sul da Itália) que Assad tinha aceitado a presença de soldados europeus na fronteirasírio-libanesa para impedir o contrabando de armas para o Líbano.A vigilância da fronteira contribuirá para a aplicação de resolução 1.702 do Conselho de Segurança, que pede o desarmamento do Hezbollah, e impedir o contrabando de armas para a milícia xiita.

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