Síria tem rede de centros de tortura, afirma HRW

As forças de segurança da Síria mantêm 27 de centros de tortura pelo país, disse nesta terça-feira o Human Rights Watch (HRW), grupo internacional de defesa de direitos humanos. Nesses locais carcereiros grampeiam a pele dos detidos, arrancam as unhas, os espancam com pedaços de madeira e administram choques elétricos no genitais e em outras partes do corpo. "O padrão sistemático de tratamento desumano e tortura que o Human Rights Watch documentou claramente aponta para um estado policial de tortura que constitui um crime contra a humanidade", afirma a ONG com sede em Nova Iorque.

AE, Agência Estado

03 de julho de 2012 | 14h09

A organização divulgou as conclusões em um relatório de 78 páginas baseado em entrevistas com mais de 200 soldados desertores e detentos. O grupo afirma que cada um dos centros e técnicas de interrogatório foram mencionados por diversos entrevistados, e que provavelmente existem outras instalações que não foram identificadas.

O Human Rights Watch pediu que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) encaminhe a situação na Síria para o Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia e imponha sanções contra aqueles que praticam o supervisionem a tortura.

Muitos ex-detentos contaram que foram presos em locais superlotados onde tortura era comum. Foram reportados mais de 20 métodos de tortura, incluindo espancamentos, esmagamento de dedos com alicates, ataques com ácido, abusos sexuais e humilhações. O governo sírio ainda não comentou as acusações. As informações são da Associated Press.

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