Sírios fazem novos protestos e mais 13 são mortos

Forças de segurança da Síria atiraram e mataram 13 manifestantes nas ruas nesta sexta-feira, quando milhares de pessoas testaram se o regime do presidente Bashar Assad se manteria fiel a um acordo fechado com a Liga Árabe para acabar com a violência política no país. A carnificina foi um golpe para a Liga Árabe, que anunciou na quarta-feira que o regime de Damasco concordou com um plano que estabelecia o fim da violência.

AE, Agência Estado

04 de novembro de 2011 | 15h32

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres, e os Comitês de Coordenação Locais afirmaram que pelo menos 13 pessoas foram mortas hoje, depois que milhares de pessoas saíram às ruas de Homs, no centro do país, e também nos subúrbios da capital Damasco.

"As manifestações são grandes e todos pedem pela queda do regime. Elas mostram que o acordo da Liga Árabe é uma piada", disse um ativista sob anonimato.

Sob o acordo fechado na quarta-feira o governo sírio concordou em retirar tanques e soldados das cidades, acabar com a violência e abrir o diálogo com a oposição.

Os protestos geralmente ocorrem em maior grau após as preces muçulmanas da sexta-feira. Ativistas disseram que pelo menos 18 pessoas morreram em Homs na quinta-feira, por causa da repressão das forças de segurança a protestos. Soldados dispararam metralhadoras contra a multidão.

As informações são da Associated Press.

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