Sistema antimíssil neutraliza retaliação de grupo radical

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2012 | 02h10

Na luta dos mísseis, os de Israel levaram vantagem no primeiro dia da ofensiva sobre Gaza. Não há informações precisas sobre o arsenal do Ezzedine al- Qassam, braço armado do Hamas, mas a inteligência da Otan acredita que grande parte dos cerca de cem projéteis de médio alcance desaparecidos do estoque da Líbia após a queda do regime de Muamar Kadafi tenha sido contrabandeada - para Gaza com certeza e, talvez, para a Síria.

O inventário cobriria as versões modernizadas dos Scuds, produzidos originalmente na extinta União Soviética, e modelos mais novos, desenvolvidos por fornecedores alternativos, como o Irã, a Coreia do Norte ou a China.

Ao menos um deles foi interceptado pelo Arrow, sistema antimíssil desenvolvido pela indústria aeroespacial de Israel e pela Boeing Defense. A terceira geração da arma, guiada por um sofisticado conjunto de radar, GPS e caixa inercial, leva uma ogiva de 150 quilos e pode atingir alvos a até 145 quilômetros de distância voando a 50 mil metros de altitude. O erro máximo é de 4 metros, o suficiente para destruir o agressor com os fragmentos da explosão. Cada Arrow de 3,5 toneladas sai por US$ 3 milhões - sem a estrutura de disparo.

Outra preocupação é com os mísseis de porte pessoal que os militantes do Hamas teriam em pequena quantidade. As armas, talvez 150 unidades, foram fornecidas pela Síria, dizem autoridades israelenses, e têm alcance entre 500 metros e 5 quilômetros. São lançadas por apenas um homem. Não é necessário treinamento especializado. As ogivas pesam cerca de 1,5 quilo e são guiadas pelo calor das turbinas.

Para escapar desse míssil, os pilotos israelenses costumam empregar "iscas" de fósforo branco em salvas arremessadas regularmente em voo.

São pequenas granadas que queimam a altas temperaturas e caem lentamente. O sistema de busca do míssil leve é atraído pelos focos térmicos e explode em meio à cascata de chamarizes.

O efeito secundário é um problema: as esferas de fósforo chegam à superfície ainda incandescentes, sobre as pessoas, ruas e edifícios, provocando incêndios e queimaduras graves.

De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Londres, os mísseis do Hamas seriam modelos Igla, de origem russa, e Misagh-2, mais ou menos do mesmo tipo, produzidos no Irã.

Tudo o que sabemos sobre:
Paz inatingível

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.