Sistema de resfriamento de Fukushima é religado após queda de energia, diz AIEA

Autoridades japonesas informaram que os sistemas de resfriamento em todas as piscinas de combustível usado da usina nuclear de Fukushima retomaram as operações, depois de uma queda de energia no início da semana, informou a agência de energia atômica da ONU, nesta quarta-feira.

Reuters

20 de março de 2013 | 07h58

A Tokyo Electric Power Co perdeu a energia necessária para o resfriamento das barras de urânio usadas como combustível na usina Fukushima Daiichi, numa demonstração dos desafios que a empresa enfrenta ao tentar fechar a usina após o colapso provocado pelo terremoto e tsunami de dois anos atrás.

A companhia, também conhecida como Tepco, disse na terça-feira que não havia uma ameaça imediata de superaquecimento ou vazamento de radiação por causa da falta de eletricidade na segunda-feira. A energia foi parcialmente recuperada na tarde de terça, informou a Tepco.

Porém, a falta de energia mostrou que a usina continua em estado precário após o terremoto seguido por tsunami, em março de 2011, que atingiu a usina, causando o pior acidente nuclear do mundo em 25 anos.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com base em Viena, afirmou em um comunicado: "A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão informou à Agência Internacional de Energia Atômica que os sistemas de resfriamento das piscinas de combustível usadas da Usina Nuclear Fukushima Daiichi retomaram as operações."

A queda de energia começou na segunda-feira, paralisando os sistemas de resfriamento das piscinas de material usado nos reatores 1, 3 e 4, assim como a piscina comum, disse a AIEA.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

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