AFP PHOTO / JOHN THYS
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Sistema de transporte na Europa entram em caos após ataque

Num total, 400 aviões que estavam à caminho da capital belga foram obrigados a ser desviados a outros destinos, afetando milhares de passageiros pelo continente

JAMIL CHADE - CORRESPONDENTE / GENEBRA , O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 21h47

Os atentados em Bruxelas levaram o sistema de transporte na Europa a um caos e com os principais aeroportos reforçando sua segurança por todo o continente. Os ataques fecharam os aeroportos de Bruxelas e estações de trem. 

Num total, 400 aviões que estavam à caminho da capital belga foram obrigados a ser desviados a outros destinos, afetando milhares de passageiros pelo continente. Amanhã, o aeroporto de Bruxelas continuará fechado. 

Paris, que foi alvo de um atentado, reforçou imediatamente a segurança nos aeroportos do país e estações ferroviárias. O tráfico das linhas Thalys e Eurostar foram fortemente pertubadas e só voltaram a abrir no fim do dia. 

A fronteira entre a França e a Bélgica também passou a ser fortemente policiada. Um dispositivo extra de 1,6 mil soldados foi deslocado a locais "sensíveis". 

Na Holanda, as autoridades reforçaram a segurança de todos seus aeroportos e ordenou o controle de sua fronteira, principalmente com a Bélgica. Nos aeroportos de Schiphol, Rotterdam e Eindhoven passaram a ser alvo de um grande dispositivo militar. 

Na Inglaterra, os aeroportos de Gatwick e Heathrow foram alvos de uma operação especial de segurança, enquanto em Frankfurt e Moscou anunciaram novas medidas de controle. 

Nuclear - O governo da Bélgica ainda reforçou controles sobre as centrais nucleares do país e, segundo a televisão pública do país, VTM, uma delas foi parcialmente esvaziada. O país tem duas estações de eletricidade movida a energia atômica. 

Na central de Tihange, funcionários "não essenciais" foram retirados do local. A empresa que administra as usinas, a Electrabel, admitiu que elevou a segurança em suas instalações desde os atentados dessa manhã, em Bruxelas. 

Ambas as centrais passaram a fazer um "controle sistemático" de todos os veículos entrando e saindo dos locais. Já no fim de semana, militares e policiais passaram a ocupar algumas áreas das usinas, depois de meses de um pedido feito pela municipalidade de Huy. 

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