AFP PHOTO / Adrian DENNIS
AFP PHOTO / Adrian DENNIS

Local do atentado atrai turistas interessados em selfies

Carros e pedestres estão proibidos de se aproximar de lugar em que agressor matou três pessoas e feriu 40 na quarta-feira; secretário de Estado do Reino Unido, Boris Johnson, disse que está com o 'coração partido' e luta contra terrorismo é de todos os países

Célia Froufe, correspondente / Londres, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2017 | 11h07

LONDRES - A falta de acesso à Abadia de Westminster e ao Parlamento, dois dos lugares mais visitados de Londres, frustrou turistas nesta quinta-feira, 23. Ainda assim, vários se aproximavam o máximo possível do local para conseguir um registro fotográfico em uma manhã nublada, com termômetros que marcavam 10ºC.

O estudante de engenharia de Chicago Rigo Megie está em Londres para uma temporada de seis meses para fazer faculdade e tinha a intenção de conhecer o Big Ben e o prédio do Parlamento, mas suas intenções foram frustradas. Ele aproveitou o fato de estar na região onde ocorreu o ataque para tirar uma selfie tendo como fundo a movimentação de jornalistas, policiais e bombeiros.

O mexicano Juan Jamon Jamarillo, que chegou na quarta-feira 22 à cidade, onde ficará durante três dias com sua filha Ana Paula, tirou várias fotos no local. “Queríamos chegar mais perto, mas entendemos a situação. Então, viemos até aqui, que é o ponto mais próximo possível, para tirarmos fotos de recordação”, disse. Ele explicou que assim que chegou ao hotel foi informado pelos funcionários do atentado ocorrido na cidade.

Por mais que Londres pareça normal, com o sistema de transportes funcionando normalmente, a chegada à região onde estão localizados o Parlamento e a Abadia de Westminster, o centro do poder da Inglaterra, revela que o cenário mudou. O acesso está completamente fechado. Carros e pedestres estão proibidos de se aproximar do local onde um agressor matou três pessoas antes de ser morto pela polícia e feriu 40.

Uma estação antes de Westminster, o alto-falante do metrô avisa que a entrada e a saída estão proibidas. Na frente da Abadia, jornalistas locais e de vários países procuram o melhor ângulo para registrar imagens da região. Vários repórteres estão espalhados pelo chão com blocos de anotação e notebooks.

O som das badaladas do relógio do Big Ben, que fica no prédio do Parlamento, é abafado pelo barulho de helicópteros da polícia e de canais de comunicação que não param de sobrevoar a região.

O tráfego aéreo segue dentro da normalidade. É possível ver vários aviões voando baixo na região central em função da proximidade de vários aeroportos da cidade.

Algumas flores foram deixadas em homenagem às vítimas a cerca de 30 metros da Abadia, no limite permitido de aproximação. Um cartaz também foi colocado no local com os dizeres: “Não estamos com medo. Nossos corações estão com vocês.”

O jornal distribuído no metrô, assim como todas as publicações impressas do país, destacaram o atentado em suas capas. “Terror no coração do poder”, traz o folhetim gratuito a quem acessa o transporte público.

Reação. O Twitter tem sido usado como ferramenta para políticos e líderes de organizações prestarem suas condolências aos britânicos. O secretário de Estado do Reino Unido, Boris Johnson escreveu que está com o “coração partido”. Ele afirmou que este não foi o primeiro ataque a Londres ou ao Parlamento e não será o último. Além disso, ressaltou que os valores do país vão prevalecer.

Johnson disse na rede social que, apesar de o ataque ter ocorrido na Inglaterra, a luta contra o terrorismo é de todos os países. “Nações de todo o mundo estão enviando suas condolências para nós hoje. Esta é uma luta na qual estamos todos juntos”, afirmou.


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