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Sites do governo de Israel são alvos de ataques hacker

Desde 14 de novembro, foram mais de 44 milhões de tentativas de ataque; grupo Anonymous divulgou página com dados de 5 mil soldados de Israel

O Estado de S.Paulo, com informações da Reuters,

18 de novembro de 2012 | 16h01

Atualizada às 17h00

JERUSALÉM - Mais de 44 milhões de tentativas de ataque hacker foram feitas contra sites do governo israelense desde quarta-feira (14), quando Israel deu início aos ataques aéreos a Gaza, informou o governo neste domingo (18). O site do Bank Jerusalem ficou fora do ar neste domingo (18) e grupos hackers informaram no Twitter que a base de dados da instituição foi apagada. A página oficial do primeiro-ministro também ficou fora do ar. 

Além disso, uma lista com supostas informações de cinco mil soldados israelenses foi publicada na Internet. Nela, constam nome, sobrenome, número da identidade, e-mail, endereço completo e telefones. A ação foi divulgada no perfil no Twitter do grupo Anonymous. O Estado entrou em contato com um dos cinco mil nomes, que confirmou as informações de contato contidas na lista.

O ministro das Finanças Yuval Steinitz disse, contudo, que apenas um ataque foi bem sucedido. Ele não quis dar o nome do site, mas informou que ele voltou a funcionar 10 minutos depois. Steinitz confirmou que sites relacionados à defesa de Israel e também os sites do primeiro-ministro, do presidente e do ministro de assuntos estrangeiros estão entre os alvos. 

As ações hackers estão sendo divulgadas no Twitter com a hashtag #OpIsrael, diminutivo de "operação Israel". Os objetivos foram publicados em um comunicado do Anonymous: "As razões para a intervenção do Anonymous através da #OpIsrael deveria estar completamente clara: o que está acontecendo na Palestina é opressão. Eles não têm marinha, exército ou força aérea. Não existe guerra em Gaza. Existe apenas a aplicação contínua de força militar por Israel em uma tentativa de empurrrar para fora do estado Palestino cada pessoa que ainda resta nele". 

Normalmente, poucas centenas de tentativas de ataque hacker ocorrem por dia nos sites israelenses, disse o ministro de Israel. Um porta-voz afirmou que, apesar dos ataques terem origem em todo mundo, a maioria vem de Israel e dos territórios palestinos.

"A seção de tecnologia do ministério vai continuar a bloquear milhões de ciberataques", disse Steinitz. "Nós estamos colhendo os frutos do nosso investimento recente no desenvolvimento de sistemas de defesa computadorizados".

Ambos os lados do conflito em Gaza, mais particularmente Israel, estão aderindo às mídias sociais como tática de guerra. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estabeleceram presença em quase todas as plataformas disponíveis, enquanto os militantes palestinos são mais ativos no Twitter.

No mês passado, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, disse que o ciberespaço é o campo de batalha do futuro, com combatentes hackers indo atrás de bancos e outros sistemas financeiros. Bancos americanos têm sido alvo de ataques cujos suspeitos são hackers iranianos. Acredita-se que eles estejam respondendo às sanções econômicas destinadas a forçar Teerã a negociar o seu programa nuclear.

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