Situação em Fukushima ainda pode piorar, avalia AIEA

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), alertou para o fato de que a grave situação na usina Daiichi, em Fukushima, Japão, ainda pode piorar, apesar da melhora gradual observada nos últimos dias.

DANIELLE CHAVES, Agência Estado

22 de março de 2011 | 14h18

"Nós precisamos estar cientes de que isso ainda não terminou. Ainda podem surgir acontecimentos novos e sérios", afirmou Denis Flory, vice-diretor-geral da AIEA. A situação em Fukushima "continua muito séria", disse.

Entre outras coisas, a AIEA está preocupada porque ainda não foi possível determinar se os vasos de contenção de radiação em torno dos reatores 1, 2 e 3 estão intactos ou danificados. Outra fonte de preocupação são os reservatórios de água onde fica o combustível dos reatores 1, 2 e 4.

A AIEA afirmou que não está recebendo qualquer informação sobre temperatura e níveis de água nesses reservatórios, onde as barras de combustível nuclear são colocadas para serem resfriadas. Segundo a AIEA, os altos níveis de radiação ainda estão sendo medidos na usina e na área de evacuação de 20 quilômetros em torno da unidade.

Flory destacou, no entanto, que o acidente em Daiichi não é comparável ao de Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido em 1986, o pior da história da energia nuclear. Naquele acidente, um incêndio que durou mais de 10 dias lançou radiação até uma altura considerável na atmosfera, o que fez com que ela tivesse um grande alcance. As informações são da Dow Jones.

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