Situação em Gaza é 'insustentável', diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que Washington apresentará um plano de US$ 400 milhões em ajuda civil aos palestinos. Ele qualificou a situação na Faixa de Gaza como "insustentável". O líder norte-americano afirmou que o dinheiro será destinado para moradias e escolas. Ele também previu que deve haver um "progresso significativo" no processo de paz do Oriente Médio este ano.

AE, Agência Estado

09 de junho de 2010 | 14h37

Obama falou durante um encontro com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. O líder palestino disse que é preciso encerrar o "cerco" de seu povo, em referência ao bloqueio imposto por Israel na Faixa de Gaza.

Quem também falou hoje sobre o assunto foi o principal representante da Turquia nas negociações com a União Europeia (UE), Egemen Bagis. Ele sugeriu que as forças navais da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) suspendam o bloqueio.

"A Otan deveria enviar uma frota para acabar com o embargo", disse Bagis em Bruxelas, sede da aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Ele afirmou que essa não é uma posição oficial do governo da Turquia, mas só sua opinião pessoal. "É apenas uma ideia."

A Turquia é integrante da Otan, e o tratado de fundação da aliança, de 1948, estabelece que um ataque de uma força externa a qualquer integrante da aliança deve ser considerado um ataque à Organização como um todo, comprometendo todos os demais países membros a retaliar.

Como o barco de passageiros que levava ativistas internacionais para Gaza e foi atacado por Israel em 31 de maio tinha bandeira turca, a rigor a Otan deveria ter atacado Israel em retaliação - o que não é uma ideia realista, tendo em vista os laços entre os EUA e Israel, mesmo levando em conta que um dos nove ativistas mortos pelos israelenses era um cidadão norte-americano.

Bagis disse que as forças navais da Otan poderiam também revistar os navios destinados a Gaza, a fim de garantir a ausência de armas e, assim, aliviar os temores de Israel quanto a possíveis embarques de armamentos para os palestinos de Gaza que resistem à ocupação. As informações são da Dow Jones.

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