Situação em usina nuclear do Japão não está piorando, diz AIEA

Diretor da agência se reuniu com premiê japonês, que assegura que país será 'capaz de emergir da crise'

Efe e Reuters

18 de março de 2011 | 13h01

 

 

VIENA - A agência de fiscalização nuclear da ONU disse nesta sexta-feira, 18, que as condições na usina nuclear do Japão que foi danificada pelo terremoto eram graves mas não estavam piorando.

 

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"A situação nas usinas nucleares de Fukushima Daichi continuam muito sérias, mas não houve piora significativa desde o último informe" de quinta-feira, disse Graham Andrew, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "A situação nos reatores nas unidades 1, 2 e 3 parecem continuar relativamente estáveis."

O Conselho de Governadores da AIEA realizará na próxima segunda-feira em Viena uma reunião extraordinária sobre a crise nuclear no Japão. O diretor-geral da agência, Yukiya Amano, relatará aos 35 países-membros a visita que fez ao Japão, que termina neste sábado.

 

Fontes ligadas ao órgão indicaram à Agência Efe em Viena que a reunião será focada unicamente nos detalhes da situação na região do acidente da usina de Fukushima e as medidas que a agência nuclear executa no local.

 

A AIEA foi alvo de críticas de alguns meios de comunicação e também de representantes de países-membros por uma suposta falta de ação em relação a esta crise nuclear, a mais grave desde o acidente de Chernobyl (Ucrânia) em 1986.

 

Acompanhado por um grupo de especialistas, Amano se encontra desde esta sexta-feira no Japão, onde se reuniu com representantes do Governo, incluindo o primeiro-ministro, Naoto Kan.

 

O responsável máximo da AIEA pediu ao governante mais transparência e informações sobre a crise nuclear, e anunciou que analistas do órgão vigiarão as radiações em torno da usina de Fukushima.

 

"Reconstruiremos o Japão de novo"

 

Naoto Kan, afirmou nesta sexta que o país será "capaz de emergir da crise" após o terremoto registrado há uma semana. "Reconstruiremos o Japão de novo", assegurou Kan, que reconheceu que a crise nuclear da usina de Fukushima é "grave", mas afirmou estar esperançoso de que "os problemas se resolverão em breve".

 

Em discurso transmitido ao vivo pela televisão, o primeiro-ministro também fez um apelo pela unidade dos japoneses e disse que "não há espaço para o desalento" nesta crise.

 

Além disso, agradeceu à população pela "calma" que manteve durante uma semana na qual teve que enfrentar dois desastres de magnitude sem precedentes, e transmitiu a determinação de seu Governo de reconstruir o país.

 

Sobre a usina nuclear de Fukushima, o primeiro-ministro disse que a situação "não permite ainda o otimismo".

 

Kan também se referiu às centenas de milhares de refugiados nas províncias mais afetadas pela tragédia e lembrou que sua situação se viu piorada pelo frio e a escassez de alimentos, mas garantiu que receberão assistência do Governo.

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