Situação no Paquistão ainda é calma, diz embaixada

Em comunicado divulgado à imprensa, a embaixada do Brasil no Paquistão afirmou hoje que a situação no País ainda é tranqüila, apesar dos constantes contatos entre os EUA e as autoridades paquistanesas sobre colaboração em eventuais ataques contra o Afeganistão. "A situação continua calma em Islamabad e no Paquistão em geral. Todas as atividades transcorrem normalmente", diz a nota.Conforme a embaixada, no entanto, não se pode garantir que o início de ataques contra o Afeganistão não vá ter reflexos no território paquistanês. "É possível que grupos fundamentalistas, simpáticos ao Taleban, lancem ações de protesto contra esses ataques", afirma o documento. O órgão alerta para o fato de que as viagens ao Paquistão podem estar sujeitas a contingências imprevisíveis, principalmente se o território afegão for de fato atacado.Durante as manifestações realizadas ontem no país no Dia Nacional da Solidariedade, oradores se colocaram a favor da política conduzida pelo governo, no tocante ao acordo de cooperação entre o país e os EUA. Entretanto, o dia também foi marcado por protestos de organizações islâmicas, condenando tal conduta. Segundo estas, os atentados em Nova York não foram cometidos por grupos muçulmanos, mas por inimigos do Islã.De acordo com o comunicado, fontes citadas pela imprensa local teriam dito que a colaboração entre Paquistão e EUA seria efetuada no âmbito da troca de informações sobre a organização fundamentalista Taleban, da abertura do espaço aéreo do Paquistão e na concessão de apoio logístico. O ministro do Interior do Paquistão negou que o exército do país possa participar de operações contra o vizinho Afeganistão e disse que o país ofereceria ajuda humanitária à população afegã.Consta da nota a informação de que o Japão aprovará medidas de apoio econômico ao Paquistão, autorizando a renegociação de US$ 550 milhões em dívidas do país, que vinha sofrendo restrições pelo Japão, após os testes nucleares efetuados pelo governo paquistanês em maior de 1998.A embaixada afirma que segue em contato com os cidadãos brasileiros residentes no Paquistão que, na maioria, mantém a decisão de permanecer no país, pelo menos enquanto não há ruptura da ordem interna.

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