Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

Snapchat suspende conta de Trump permanentemente

Alguns dos maiores nomes da tecnologia tomaram medidas agressivas contra a retórica do presidente Trump e alguns de seus aliados

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 22h30

OAKLAND, EUA - A Snap Inc está encerrando permanentemente a conta no Snapchat do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo uma porta-voz da empresa, em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, 13. A Snap anunciou uma suspensão indefinida da conta após a marcha em Washington no dia 6 que terminou com a invasão do Capitólio por extremistas pró-Trump.

A empresa informou que decidiu banir permanentemente a conta "pelo interesse da segurança pública e com base em suas tentativas de espalhar desinformação, discurso de ódio e incitar a violência".

Mais cedo, o Youtube informou que suspendeu o canal de Trump por pelo menos uma semana por "potencial para a violência". As duas são as últimas empresas a tomar essa iniciativa após Twitter, Facebook, entre outros, anunciarem decisão semelhante. 

O Youtube, uma plataforma de vídeos de propriedade do Google, afirmou que removeu conteúdo enviado ao canal em 12 de janeiro por incitar à violência, embora não tenha ficado imediatamente claro quais vídeos em particular violavam as regras.

"Após uma análise cuidadosa e à luz das preocupações sobre o potencial atual para a violência, removemos o novo conteúdo carregado no canal Donald J. Trump e emitimos um aviso por violar nossas políticas de incitamento à violência", disse um porta-voz. 

Alguns dos maiores nomes da tecnologia tomaram medidas agressivas contra a retórica do presidente Trump e alguns de seus aliados, que culminou na semana passada com uma multidão de seus apoiadores atacando o Capitólio quando o Congresso tentava certificar a eleição de Joe Biden como 46º presidente do país.

As medidas visam proteger contra novos esforços para incitar a violência e vêm depois de meses de alegações implacáveis ​​e infundadas de Trump de fraude eleitoral e sua recusa em aceitar a derrota nas eleições de 2020. As plataformas foram criticadas e acusadas de censura por aliados de Trump, mas receberam aplausos relutantes de outros que consideram os esforços há muito tempo necessários./REUTERS e AP 

 

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