Snowden recebe permissão para viver na Rússia por 3 anos

Fonte que revelou ao mundo escândalo de espionagem americana poderá obter cidadania russa depois de viver cinco anos no país

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2014 | 08h08

MOSCOU - O ex-analista de inteligência do governo dos Estados Unidos Edward Snowden recebeu uma permissão de residência na Rússia com duração de três anos, disse seu advogado russo nesta quinta-feira, 7.

"A decisão sobre a solicitação foi tomada e a partir de 1º de agosto de 2014 Edward Snowden recebeu uma permissão de residência de três anos", disse Anatoli Kucherena.

Snowden, que tinha solicitado no mês passado a renovação de seu asilo político temporário na Rússia, país aonde chegou em 23 de junho de 2013, poderia obter a cidadania russa após viver neste país durante cinco anos. 

Dessa forma, Snowden poderá viver no país até o dia 1º de agosto de 2017 e viajar livremente para o estrangeiro, onde poderá permanecer por um período máximo de três meses. "Por que três anos e não cinco? As pessoas que têm cidadania de outro país, em geral, obtêm permissão de residência por três anos e aqueles sem cidadania, por cinco anos", disse Kucherena em entrevista coletiva.

Segundo o advogado, Snowden é, por enquanto, um residente temporário na Federação Russa e que não recebeu asilo político. Teoricamente, Kucherena ressaltou que seu cliente é livre para deslocar-se para onde quiser, mas que deve levar em conta as ameaças a sua segurança.

"Ele deve pensar sobre sua segurança. Seu estilo de vida é bastante modesto. Partimos do tom das declarações dadas pelo departamento de Estado americano e por outros políticos", disse.

Snowden, que conta com a proteção de uma companhia de segurança privada, recebe um salário e, além disso, conta com ajuda econômica de ONGs. Quanto a seu futuro, o advogado explicou que Snowden ainda não decidiu se voltará algum dia aos Estados Unidos, onde é procurado pela Justiça e é acusado por alta traição.

"No que se refere a sua família, certamente sente saudades. Está aqui, longe de seu país e, é claro, sobretudo no começo, foi muito difícil para ele", comentou. / REUTERS e EFE

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