Só tropas colombianas buscam americanos, diz general

O comandante do Exército, general Carlos Alberto Ospina, esclareceu que nas operações em busca dos três cidadãos americanos que estão em poder da guerrilha colombiana só participam forças locais. "Estamos desenvolvendo uma série de ações com o apoio da Força Aérea, da Aviação do Exército e das nossas unidades das forças especiais. Dessas operações participam apenas tropas colombianas", disse Ospina à rádio RCN, na terça-feira à noite. A declaração foi feita pelo general depois de o Pentágono anunciar, no fim de semana, que enviará um contingente não especificado das Forças Armadas americanas para ajudar nas buscas.Logo em seguida, Washington indicou que essas tropas não viriam à Colômbia para combater e, sim, para prestar assessoria na luta contra os insurgentes e o narcotráfico, enquanto vários dirigentes políticos locais advertiam sobre a possível "vietnamização" do conflito interno, se houver uma maior participação dos EUA. Embora o governo tenha admitido que há ajuda técnica e de inteligência de Washington, Ospina indicou que "os assessores não vão" ao local das buscas pelos americanos, que foram capturados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 13 de fevereiro, quando o pequeno avião em que realizavam tarefas de inteligência caiu em terra. Outro americano e um sargento colombiano que iam a bordo da aeronave foram executados no local do acidente. O oficial colombiano assegurou que as operações no departamento de Caquetá, no sul do país, buscam resgatar "todos os seqüestrados" em poder das Farc e não apenas os americanos. Alguns familiares de reféns colombianos disseram, no entanto, que o empenho do governo do presidente Alvaro Uribe em libertar os seqüestrados é muito diferente quando se trata de estrangeiros.

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