Sob ameaça da Al-Qaeda, França reforça vigilância

Em razão da intervenção militar no Mali, grupo terrorista volta divulgar planos de ataque contra alvos franceses

ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS , O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2013 | 02h06

Os ministérios do Interior e da Defesa da França anunciaram ontem o reforço da segurança interna e dos prédios públicos do país no exterior em resposta às ameaças da Al-Qaeda de atacar alvos franceses pelo mundo. Em Paris, o Plano Vigipirate, que estabelece o nível de alerta, foi reforçado com a mobilização de agentes para vigiar os transportes públicos, aglomerações e pontos turísticos.

No dia 24, a Embaixada da França na Líbia foi alvo de um atentado com carro-bomba que deixou dois soldados feridos. Na terça-feira, Abou Obeida Youssef al-Annabi, chefe da Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI), grupo jihadista que atua no Norte da África, voltou a ameaçar atacar alvos franceses pelo mundo. A justificativa usada foi a "agressão" da França aos radicais islâmicos no Mali.

"Estamos no pós-guerra, mas a guerra não acabou. Estamos em uma fase de transição", respondeu ontem o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian. "Toda a comunidade internacional deseja que o Mali promova eleições que garantam sua futura governança, mas isso passa obrigatoriamente pela liberação de seu território, o que ocorre hoje graças à ação admirável de nossas forças."

Segundo ele, em razão da intervenção no Mali, as ameaças da AQMI precisam ser levadas a sério. Le Drian disse que o Ministério do Interior já reforçou o Plano Vigipirate, que organiza o policiamento de fronteiras, de transportes e de pontos turísticos de Paris e do interior.

Suspeitos de atividades terroristas passarão também a ser mais intensamente acompanhados pelos serviços secretos. O mesmo reforço do policiamento ocorre no exterior, onde embaixadas, consulados e escolas receberão reforço de segurança.

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