Sob aplausos, radicais palestinos matam suposto espião

Aplaudidos por uma platéia de centenas, radicais palestinos mataram um homem acusado de colaborar com as autoridades israelenses e de abusar sexualmente das duas filhas. Mohammed Rafiq Abdel Razek, de 42 anos, foi abatido a tiros em uma praça pública por membros das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa. Jamal Abu al Rob, um líder local das Brigadas, disse que Razek havia sido seqüestrado de dentro de um hospital. Durante interrogatório, ele teria confessado ser espião de Israel desde 1989 e de ter tentado recrutar uma autoridade da Jordânia para o mesmo serviço. De acordo com al-Rob, Razek também confessou abusar sexualmente das duas filhas, hoje com 13 e 16 anos. Ele foi hospitalizado depois que um parente o esfaqueou por conta desses abusos.Abdel Razek foi levado até a praça no início da manhã. Os militantes leram as acusações e perguntaram ao público, cerca de 500 pessoas, o que deveriam fazer. ?Matem-no imediatamente?, gritou a multidão. Os militantes então o crivaram de balas.Na vila de Tubas, parentes da vítima disseram que as acusações contra ele eram verdadeiras. A família se recusou a reclamar o corpo, um sinal claro de desprezo na cultura palestina.

Agencia Estado,

02 de julho de 2004 | 15h59

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