Sob ataque de atiradores, missão da ONU investiga armas químicas na Síria

Observadores coletam dados em subúrbios de Damasco depois de carro ser atingido por tiros

O Estado de S. Paulo,

26 de agosto de 2013 | 08h36

(Atualizada às 12h09) DAMASCO - Uma equipe de observadores da ONU concluiu nesta segunda-feira, 26, uma visita aos subúrbios de Damasco onde a oposição ao regime de Bashar Assad denunciou um ataque com armas químicas contra a população civil. A missão não fez comentários ao término da inspeção, que durou cerca de quatro horas. Durante o trajeto, os carros dos observadores foi atacado por franco-atiradores.

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A missão da ONU visitou alguns dos locais bombardeados e coletou amostras. Os analistas se encontraram também com feridos no ataque e coletaram amostras de sangue e de cabelo. Os investigadores conseguiram entrar em Muadamiya, que está nas mãos da oposição, após cinco tentativas frustradas e um ataque contra seu comboio, segundo o porta-voz do centro de imprensa.

 

Um dos seis veículos utilizados na inspeção foi danificado pelos tiros. “O primeiro veículo da Equipe de Investigação de Armas Químicas foi atingido deliberadamente várias vezes por atiradores não identificados na zona de proteção", disse um porta-voz.

 

O governo sírio, que só no domingo permitiu o acesso ao local do ataque, responsabilizou os rebeldes pelo ataque. Uma fonte do Ministério da Informação disse que os especialistas internacionais foram alvejados por "terroristas", um termo normalmente usado pelo governo para descrever os rebeldes que tentam derrubar o presidente Bashar Assad.

 

A equipe, liderada pelo sueco Ake Sellström, já analisa se foram utilizadas armas químicas em três diferentes situações na Síria, embora a ONU tenha recebido até 14 relatórios de seu possível uso. O governo nega ter usado o arsenal contra civis.

 

A oposição denunciou que pelo menos 1,3 mil pessoas morreram no ataque. No único relato independente sobre a denúncia, a ONG Médicos Sem Fronteira (MSF)confirmou a morte de 355 pessoas com sintomas neurotóxicos na periferia de Damasco./ EFE e REUTERS

 

 

 

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