Sob ataque, risco de contágio é pequeno

O risco de contaminação ambiental como consequência de um ataque contra os arsenais de dispositivos químicos da Síria é pequeno. O gás mais comum no Comando Aeroestratégico do país é o sarin, 500 vezes mais potente que o cianeto, e mortal mesmo em pequenas doses - porém, trata-se de um agente binário, resultante da combinação de dois elementos, a amine de isopropil e o difluoride de methyilphosphonyl. São mantidos separados, estocados em locais distantes um do outro, e só funcionam agrupados. Depois de misturados, não podem mais ser separados. Em 1962, os Estados Unidos utilizavam a ogiva M.139 do foguete Honest John, com alcance de 40 km, como lançadora de 235 pequenas granadas de sarin. Os elementos se combinavam apenas no momento da utilização. Os EUA baniram as armas químicas há cerca de 25 anos. Um ataque direto com mísseis e bombas contra a fábrica militar de Alepo, na Síria, dificilmente provocará uma ampla área de contágio. No local, entretanto, o tempo de degradação é estimado em três semanas. O risco será maior se as ampolas estiverem acondicionadas no modo de alto risco, prontas para uso.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2013 | 02h13

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