Sob críticas, premiê da Malásia interrompe recesso em razão de enchentes

Najib Razak encurtará folga de fim de ano para cuidar dos efeitos das piores enchentes registradas no país nas últimas décadas

O Estado de S. Paulo

26 de dezembro de 2014 | 11h41

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse nesta sexta-feira que vai encurtar sua folga de final de ano para cuidar dos efeitos das piores enchentes registradas em seu país nas últimas décadas. Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 100 mil estão desalojadas.

Autoridades esvaziaram várias vilas e cidades em cinco Estados do país que sofreram inundações após chuvas excepcionalmente fortes. Mais de 105 mil pessoas buscaram abrigo em escolas, centros comunitários e outros locais, segundo centros de monitoramento de enchentes.

Najib foi alvo de críticas por ter viajado para o Havaí, onde foi visto jogando golfe com o presidente americano, Barack Obama. Várias pessoas postaram mensagens em sua página no Facebook pedindo a ele que voltasse para o país por causa da inundações.

O premiê disse em comunicado que retornará no sábado, indo diretamente para o Estado de Kelantan para supervisionar os trabalhos de resposta às enchentes. Mesmo durante a folga, ele afirmou estar em constante contato com as autoridades responsáveis pelas ações. Originalmente, Najib retornaria ao país no dia 2 de janeiro.

"Estou profundamente preocupado com as enchentes. Sinto muito pelas pessoas que perderam suas casas e pelas famílias que perderam entes queridos", disse ele. "Eu quero ver a situação pessoalmente e estar com o povo", afirmou.

O governo diz que estas são as piores enchentes em mais de 30 anos. Nesta sexta-feira foi ordenado o envio de mais helicópteros, barcos e veículos terrestres. O departamento de meteorologia prevê fortes chuvas no país até o final de semana.

Dentre os mortos há uma menina pequena que foi levada pelas águas depois de cair dos braços da mãe quando as duas andavam pelo meio da água até um abrigo. / AP

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