Sob o frio intenso, aviões exigem cautela e bom trato

Neve e gelo? Aviões no chão. Naturalmente, há recursos tecnológicos avançados que permitem a decolagem, o voo e o pouso sob condições adversas de clima. Todavia, não vale a pena.

Análise: Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2010 | 00h00

O inverno da Europa, que manteve fora de operação até 85% do total da frota comercial, tem de ser levado muito a sério por questões de segurança do transporte aéreo.

O congelamento provoca contração no metal das asas e dificulta o controle nos planos móveis. Nos Estados Unidos, o Conselho Nacional de Segurança recomenda "cautela e checagem rigorosa" em relação aos sistemas eletrônicos sob frio súbito e intenso.

As informações técnicas referentes a comando e desempenho levam em conta aeronaves com a fuselagem limpa. Toneladas de neve sobre as asas e fluidos alterados pela temperatura do gelo não entram na equação.

O procedimento nessas condições implica um banho de vapor quente com o Glycol. É uma solução descongelante - cujo efeito dura só 20 minutos. Se a espera na pista do taxiamento for longa, a aplicação terá de ser repetida. Ontem, em Londres, o acesso dos aviões à pista levava uma hora. Ao menos 12 máquinas lutavam para mantê-las liberadas. O sucesso estava limitado a trechos de 1.700 metros. Depois disso, a geada e o risco de derrapagem estavam de volta.

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