Sob pressão, Carmona reabre Congresso e exila Chávez

Após o comandante-em-chefe do Exército, Efraín Vásquez, condicionar o apoio dos militares aogoverno de Pedro Carmona à restauração da institucionalidade, opresidente interino da Venezuela anunciou neste sábado à noite que convocará aAssembléia Nacional em caráter extraordinário e tornou semefeito a dissolução dos poderes públicos decretada nesta sexta-feira.Ao mesmo tempo, anunciou que, "dentro de poucos momentos", odeposto presidente Hugo Chávez deixaria o país. Carmonaexplicou, no entanto, que "neste momento não poderia indicar aque país se dirige Chávez".Quanto à Assembléia Nacional (o Congresso do país),Carmona disse que será convocado "um período de sessõesextraordinárias para que (o Legislativo) normalize suas funçõese possa designar os titulares dos órgãos do poder público".As condições impostas pelo Alto Comando militar para oreconhecimento de Carmona, afirmou o general Vásquez, incluem agarantia à "segurança, trato e respeito ao tenente-coronel HugoChávez e seu grupo familiar". Mas acrescentou: "Implementamos o pedido do tenente-coronel Hugo Chávez dedeixar o país de forma imediata".Para saber mais sobre a Venezuela e os recentes acontecimentos que desencadearam a crise política no país acesse o especial Grandes Acontecimentos Internacionais: Venezuela

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