Sob pressão popular, novo gabinete toma posse no Egito

Governo tem 12 novos ministros e dois vice-ministros; manifestantes voltaram a protestar

Agência Estado

21 de julho de 2011 | 12h38

Egípcios voltaram a ocupar a Praça Tahrir para pressionar militares.

 

CAIRO - Um novo gabinete do governo do Egito, tutelado pela junta militar, tomou posse nesta quinta-feira, 21, sob pressão dos manifestantes que pedem mudanças mais rápidas e o afastamento total dos políticos remanescentes do antigo regime do ex-presidente Hosni Mubarak.

 

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O novo governo, liderado pelo primeiro-ministro Essam Sharaf, tem 12 novos ministros e dois vice-ministros no gabinete. Treze ministros mantiveram os cargos.

A tensão voltou a crescer no Egito, com a percepção de muitos manifestantes de que o Exército reluta em agir contra antigos membros do regime de Mubarak, derrubado em fevereiro. Algumas centenas de manifestantes voltaram a protestar na Praça Tahrir, epicentro dos protestos contra Mubarak no começo deste ano.

O marechal de campo Mohammed Hussein Tantawi, chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas, pediu ao novo gabinete nesta quinta-feira para se preparar para as eleições gerais, lutar contra a corrupção e restaurar a segurança. O novo gabinete deverá ficar no cargo por não mais que quatro meses, com a previsão das eleições ocorrerem em outubro ou novembro.

O gabinete tem um novo ministro das Relações Exteriores, Mohammed Kamel Amru. Seu predecessor ficou no cargo por apenas algumas semanas.

 

Em uma decisão que deverá irritar os opositores, o ministro do Interior, Mansur el-Issawi, manteve o cargo. A oposição pedia que ele fosse afastado, argumentando que não fez o suficiente para reformar a polícia e as forças de segurança. As informações são da Associated Press.

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