Sob pressão, premiê antecipa retorno ao país

LONDRES

, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2011 | 00h00

Sob pressão por causa do escândalo de grampos do News of the World, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, decidiu ontem encurtar em mais sete horas sua visita à África. Ele retornará hoje à Grã-Bretanha, mesmo dia em que o magnata Rupert Murdoch deve depor no Parlamento. O premiê é criticado por ter contratado Andy Coulson, ex-editor do tabloide, como seu secretário de imprensa. Coulson demitiu-se em fevereiro.

A visita à Nigéria e à África do Sul já tinha sido reduzida em dois dias. Mas em meio aos novos desdobramentos do caso, entre os quais a demissão do vice-diretor da Scotland Yard, John Yates, Cameron convocou uma sessão extraordinária do Parlamento para amanhã.

"É importante que o primeiro-ministro viaje para apoiar os negócios britânicos quando precisamos de investimentos e de crescimento", disse Cameron na África do Sul, após ter sido questionado sobre a sensatez da viagem.

O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, exigiu que o premiê se desculpe publicamente pela contratação de Coulson. "Cameron não atua com decisões, mas com sua falta de vontade em tomá-las." / EFE e REUTERS

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