. Dimitrios Kambouris/Getty Images/AFP
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Sob protesto, Mulher-Maravilha é nomeada 'embaixadora honorária' da ONU

Manifestantes pediam 'mulheres reais' no lugar de uma personagem 'sexualizada'; evento reuniu atrizes que interpretaram a heroína

Associated Press

21 Outubro 2016 | 19h24

NOVA YORK- Cerimônia realizada nesta sexta-feira, 21, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nomeou a Mulher-Maravilha como "embaixadora honorária para o empoderamento das mulheres e meninas", numa campanha para promover a igualdade de gênero. A nomeação, entretanto, foi acompanha por protesto de algumas funcionárias da instituição, que pediam uma "mulher real e menos sexualizada" para representá-las junto à organização.

O evento marcou o 75º aniversário da personagem das histórias em quadrinhos e contou com a presença da atriz israelense Gal Gadot,  que interpretou a personagem em "Batman vs Superman" e será a estrela do filme próprio da personagem no próximo ano, e de Lynda Carter, que interpretou a heroína na série de TV dos anos 1970.

Cerca de 50 mulheres protestaram na entrada da ONU, no portão dos visitantes. Durante o discurso de abertura, elas se viraram de costas e colocaram seus pulsos para cima, como costuma fazer a personagem. A funcionária da ONU Cass Durant, que segurava uma placa dizendo "mulheres reais merecem embaixadoras reais" falou que as manifestantes "não acreditam que um livro de ficção em quadrinhos, com uma mulher vestida como 'coelhinha da Playboy', pode passar a mensagem correta para meninas e meninos sobre o que realmente importa". 

A heroína será usada nas mídias sociais da ONU para promover a igualdade de gênero e a total participação feminina na vida pública, com a hashtag #WithWonderWoman. A ideia, que é atingir os mais jovens, é promovida pela DC Comics e Warner Bros., produtoras dos livros e filmes sobre a Mulher-Maravilha. Uma petição online arrecada assinaturas, pedindo que a ONU reconsidere sua decisão.

Normalmente, os embaixadores honorários são personagens ficcionais. A ONU já escolheu, no passado, os personagens Ursinho Pooh e Sininho como representantes de campanhas publicitárias.

 

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