Sob protestos, Líbano executa três condenados à morte

Apesar de manifestações contrárias de dezenas de intelectuais e defensores dos direitos humanos do Líbano e de todo o mundo, o governo libanês executou hoje três homens condenados por assassinato, pondo fim a um hiato de cinco anos na aplicação da pena de morte.A União Européia, a França e a Anistia Internacional também haviam exigido que as mortes não ocorressem. Estas foram as primeiras execuções do governo do presidente Emile Lahoud, que assumiu em 1998. Segundo a Anistia Internacional, há outros 24 pessoas sentenciadas à morte no país.Os três foram executados no pátio da prisão de Roumieh, em Beirute. Ahmed Mansour foi enforcado pelo assassinato em julho de 2002 de oito de seus colegas num prédio governamental. Badieh Hamadeh, que matou três agentes da inteligência do Exército em julho de 2002, e Remy Zaatar, que assassinou dois colegas da defesa civil em junho de 2002, foram fuzilados.No Líbano, condenados à morte pelas cortes militares são executados por pelotão de fuzilamento, enquanto aqueles sentenciados por tribunais civis são enforcados.

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