Sob tensão, milhares lembram morte de Hariri no Líbano

Milhares de libaneses reuniram-se nesta quarta-feira, 14, no centro de Beirute, para lembrar os dois anos do assassinato do ex-primeiro-ministro cristão Rafik Hariri. A capital libanesa amanheceu sob tensão, um dia após a morte de três pessoas, vítimas de um ataque a um reduto de maioria cristã.O governo mobilizou centenas de tropas e ergueu barreiras de concreto na Praça dos Mártires, no centro da capital, para evitar confrontos entre os participantes da homenagem a Hariri e os integrantes da oposição.As forças aliadas acusam o regime sírio de envolvimento no atentado contra o ex-primeiro-ministro, no qual morreram outras 22 pessoas. Por outro lado, os oposicionistas protestam desde o dia 1º de janeiro, no centro da capital, exigindo a renúncia do atual governo de Fuad Siniora.Além de lembrar o ex-primeiro-ministro e o atentado que o vitimou, em fevereiro de 2005, os discursos da cerimônia oficial devem defender novamente a criação de um tribunal específico para julgar os autores do crime.O filho e herdeiro político de Hariri, Saad, disse que o ataque registrado na terça-feira, 13, em Beirute, foi uma tentativa de impedir a homenagem a seu pai.Além dos três mortos, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas após a explosão de bombas, instaladas em dois microônibus que transportavam partidários do governo de Siniora, em Ein Alaq, a 35 quilômetros da capital.

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