Aleksey Zuravlev/ AP
Aleksey Zuravlev/ AP

Sobe a 109 número de mortos após incêndio em discoteca russa

Fogos de artifício atingiram o teto da casa noturna; presidente russo promete punição severa aos responsáveis

AE-AP, Agencia Estado

05 de dezembro de 2009 | 13h57

O presidente russo, Dimitri Medvedev, prometeu neste sábado, 5, uma punição severa para os responsáveis pela casa noturna na cidade de Perm, onde mais de 100 pessoas morreram na noite de sexta-feira, após um incêndio provocado por fogos de artifício. Segundo agências russas de notícias, o principal proprietário do clube foi detido e está sendo interrogado.

 

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"Para mim, essas pessoas não têm cérebro, nem consciência", disse Medvedev em uma declaração televisionada. "Eles estão completamente indiferentes ao que aconteceu. Assisti ao vídeo: eles fugiram sem se importar. Por isso, eles têm de ser punidos severamente." O presidente acrescentou que o proprietário da casa noturna já havia sido alertado por inspetores sobre a falta de condições de segurança no local.

O desastre começou por volta das 23h locais (16h em Brasília), durante um show no clube Cavalo Manco, em Perm, cidade nos Montes Urais situada 700 quilômetros a leste de Moscou. Os fogos atingiram o forro feito de palha, vime e plástico - e o incêndio então se espalhou rapidamente por todo o local.

Com a casa lotada - centenas de pessoas, de acordo com a polícia - o pânico tomou conta dos frequentadores, que tentavam escapar pela única porta do local. Médicos disseram que a maioria das vítimas morreu por asfixia, mas muitos foram mortos pisoteados.

Svetlana Kuvshinova, que sobreviveu ao incêndio, disse que o fogo se espalhou em segundos. "O lugar era como um grande palheiro. E só havia uma saída. Eu quase fui pisoteada." Outra sobrevivente disse que os fogos de artifício foram lançados logo no início do show. "Vi que pedaços do forro começaram a cair e vi fumaça por todos os lados."

Segundo as autoridades, 109 pessoas foram mortas, das quais cerca de 40 foram identificadas. Parentes das vítimas lotaram o necrotério da cidade para reconhecer os corpos. Segundo a ministra da Saúde, Tatiana Golikova, 130 pessoas estão hospitalizadas, incluindo 88 em estado grave.

Testemunhas disseram que dezenas de corpos carbonizados estavam sendo empilhados na calçada coberta de neve no lado externo da casa noturna logo após o desastre, enquanto paramédicos transportavam os sobreviventes para ambulâncias.

 

Inicialmente, muitos pensaram que o incidente havia sido causado por um ataque terrorista, já que ele ocorreu um semana após uma explosão em um trem, que matou 26 passageiros. Militantes islâmicos da Chechênia assumiram a responsabilidade pelo ataque ao trem, que viajava entre Moscou e São Petersburgo.

No entanto, horas após o incêndio em Perm, o ministro do Interior, Rashid Nurgaiev, afirmou que "não havia nenhum indício de que havia bombas no local". As informações são da Associated Press.

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