Sobe número de manifestantes tibetanos procurados pela China

Além disso, governo chinês enviou milhares de soldados à região tibetana ao oeste do país para conter protestos

Associated Press,

21 de março de 2008 | 17h31

A China aumentou para 21 o número de pessoas procuradas por ter participado dos protestos em Lhasa, no Tibete, no início deste mês, enquanto milhares de soldados avançaram por território tibetano, ao oeste da China, para conter as agitações, nesta sexta-feira, 21.  Veja também:Sobe número de manifestantes tibetanos procurados pela ChinaChina reconhece que policiais atiraram em quatro tibetanosChina admite que protestos se espalharam para fora do TibeteChina diz que enfrenta 'luta de vida ou morte' Entenda os protestos no Tibete As fotos dos manifestantes - feitas através de câmeras de vídeo e filmagens de segurança - foram publicadas em portais da Internet com a chamada "lista de criminosos suspeitos procurados pelo Departamento de Segurança Pública em Lhasa", em que as 21 pessoas são acusadas de colocar em perigo a segurança pública e de espancamentos, vandalismo, fazer saques e incêndios. A agência de notícias oficial Xinhua disse que, dos 21 procurados, dois já foram detidos e um terceiro se entregou. As autoridades pediram ajuda ao povo e ofereceram recompensas por informações, garantindo anonimato aos delatores. A agência acrescentou que a polícia havia detido 24 pessoas e que outras 170 haviam se entregado. O governo chinês intensificou a perseguição aos manifestantes que participaram dos protestos na capital tibetana, mandando milhares de soldados, que chegaram a pé, em caminhões e helicópteros, às zonas tibetanas ao oeste da China. Ao mesmo tempo, meios oficiais chineses afirmaram que o número de baixas nos protestos na capital tibetana subiu para 19 mortos e 623 feridos. Os protestos em Lhasa - uma surpreendente expressão de desafio contra 57 anos de regime chinês - provocaram manifestações de adesão em províncias vizinhas e fizeram que o governo mobilizasse milhares de soldados em uma vasta região do oeste onde vivem mais da metade dos 5,4 milhões de tibetanos. Imagem negativa A resposta chinesa aos protestos está atraindo a atenção sobre os antecedentes do país na situação dos direitos humanos e ameaça manchar os intentos de Pequim de projetar uma imagem de unidade e prosperidade, rumo aos Jogos Olímpicos em agosto. Junto aos anúncios oficiais, a líder da Câmara de Representantes (Câmara dos Deputados) dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, deu seu apoio a causa tibetana enquanto visitava dalai-lama na Índia, e qualificou a repressão chinesa como "um desafio à consciência do mundo". Suas críticas se somaram a um coro de crescente preocupação internacional pela dura resposta da China aos protestos antigovernamentais no Tibete. Pequim culpa os partidários do líder espiritual tibetano, dalai-lama, pelos incidentes que impuseram o maior desafio ao governo chinês em décadas.   Já o candidato presidencial republicano John McCain disse que a China está massacrando sua imagem mundial e expressou sua esperança de que as partes cheguem a um acordo pacífico.

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