Sobe para 10 mil número de mortos em terremoto na China

Tremor, de 7.8 graus na escala Richter, deixa uma cifra incontável de vítimas presas sob os escombros

Agências internacionais,

12 de maio de 2008 | 17h51

A agência Xinhua informou que o número de mortos pelo forte terremoto que atingiu a região central da China nesta segunda-feira, 12, subiu para 10 mil. O tremor, de 7.8 graus na escala Richter, destruiu várias construções e deixou uma cifra incontável de vítimas presas sob os escombros de concreto, pedra e terra, no pior terremoto em três décadas.   Veja também: De Pequim, Cláudia Trevisan fala sobre o terremoto  Jovens soterrados por terremoto na China 'gritavam por ajuda' Bush oferece ajuda às vítimas de terremoto na China Premiê chinês pede 'calma, confiança, coragem e organização' Fotos do terremoto  Caminho da tocha pode ser mudado após terremoto na China Vídeo com imagens do terremoto    Foto: Reuters     Os números de vítimas vão aumentando aos poucos, mas as localidades a um raio de menos de 100 quilômetros do epicentro, em Wenchuan, já afirmaram que a devastação é imensa e os mortos nestes lugares são contados aos milhares. Os tremores também foram sentidos em regiões vizinhas, como Tailândia, Vietnã e Paquistão.   O terremoto começou às 14h28, horário local (3h28 no horário de Brasília). Sete minutos depois, um novo tremor de menor intensidade - 3,9 pontos na escala Richter - foi registrado em Pequim. Várias cidades da região centro-leste do país foram atingidas por terremotos.   Novecentos adolescentes foram soterrados com o desabamento de uma escola na cidade de Dujianyan, próxima de Chengdu, capital de Sichuan.   Pelo menos outras cinco escolas desmoronaram. Informações indicavam que o local que sofreu o maior dano foi o distrito de Beichuan, também em Sichuan, onde 80% dos edifícios desabaram e entre 3 mil e 5 mil pessoas morreram - a população total é de 160 mil habitantes. Segundo o governo chinês, há registros de vítimas nas províncias de Gansu, Chongqing e Yunnan.   Mobilização   O presidente chinês, Hu Jintao, disse que aliviar as conseqüências do terremoto é a prioridade do governo. O governo chinês já enviou 5 mil soldados e 3 mil policiais à Wenchuan. Espera-se que os esforços de resgate continuem na madrugada.   Foto: Arte/Estadao.com.br O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, viajou a Sichuan para coordenar as operações de resgate e socorro das vítimas. O local possui o mais importante centro de reprodução e pesquisa de pandas da China, a Reserva Natural de Wolong, onde vivem 41 ursos. A província de Sichuan é o habitat natural dos pandas e abriga cerca de 1,5 mil animais em suas florestas. O aeroporto de Chengdu, cidade de 10 milhões de habitantes, foi fechado logo depois do terremoto e a comunicação com telefones celulares se tornou praticamente impossível. A possibilidade de os tremores se repetirem durante a noite manteve várias pessoas nas ruas.   Em Pequim, as principais avenidas estavam ocupadas por grupos de pessoas que haviam abandonado os prédios e se reuniam nas calçadas, enquanto carros de bombeiros passavam com as sirenes ligadas.Segundo o jornal oficial China Daily, funcionários de hotéis na cidade orientavam os hóspedes a ficarem fora de seus quartos e muitos deles estavam reunidos nos andares térreos. Depois do terremoto principal, vários outros tremores de menor intensidade foram sentidos na região.   Cerca de 8 mil soldados do Exército de Libertação Popular chinês foram enviados para colaborar com os trabalhos de resgate nas regiões atingidas, aonde já chegaram as primeiras ajudas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) nacional em forma de cobertores e tendas de campanha.   O oeste do país, região de atrito das placas tectônicas Indiana e Asiática, registra freqüentemente sismos de maior ou menor intensidade, mas em várias ocasiões acontecem em locais pouco povoados ou inabitados.   O pior terremoto sofrido pela China nas últimas décadas aconteceu em 1976 na cidade de Tangshan, a 200 quilômetros a sudeste de Pequim, também de 7,8 graus na escala Richter, que matou entre 240 mil e 280 mil pessoas.     (Com Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo) Matéria atualizada às 19h  

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