Sobe para 100 número de mortos por terremoto na Turquia

 Segundo os número divulgados nesta segunda-feira, 2, mais de 900 pessoas ficaram feridas com o abalo sísmico. 

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2020 | 12h28
Atualizado 03 de novembro de 2020 | 03h37

Pelo menos 100 pessoas morreram e mais de 900 ficaram feridas na Turquia após um terremoto atingir a costa do mar Egeu na última sexta-feira, 30. Segundo divulgado nesta segunda-feira, 2, o abalo sísmico foi magnitude de 6,6, com cerca de 1.400 tremores secundários.

O abalo foi tão forte que foi sentido em Istambul e Atenas. Além disso, provocou um mini-tsunami que inundou as ruas de Seferihisar, cidade turca próxima do epicentro, e afetou as costas de Samos. O terremoto também provocou as mortes de dois adolescentes na Grécia.

A Turquia é atravessada por falhas geográficas e, por isso, é propensa a terremotos. Mais de 500 pessoas morreram em um terremoto de 2011 na cidade oriental de Van. Em 1999, dois poderosos terremotos mataram 18.000 pessoas no noroeste da Turquia. 

"Milagre"

A área mais devastada pelo tremor foi Bayrakli, um distrito de 300 mil habitantes que registrou um importante desenvolvimento demográfico nos últimos anos.

De acordo com Agência de Gestão de Emergências e Desastres (AFAD), 17 edifícios desabaram nesta cidade e as buscas continuam em oito imóveis."Seria um milagre encontrar alguém com vida", declarou uma mulher, que não tem notícias de alguns amigos.Em alguns momentos, as equipes de resgate pedem silêncio para tentar ouvir eventuais pedidos de socorro.

Esta foi a segunda vez no ano que a Turquia, país atravessado por várias falhas sísmicas, sofreu um terremoto. Diante da nova catástrofe, Turquia e Grécia deixaram de lado as tensões diplomáticas e anunciaram a disposição para uma colaboração e ajuda mútua. /EFE , Reuters e AFP

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