Sobe para 101 número de mortos por terroristas na Índia

Polícia invade hotel Taj Mahal, no qual centenas são mantidos reféns, e andares superiores são incendiados

Agência Estado e Agências internacionais, Agencia Estado

27 de novembro de 2008 | 04h19

Os ataques de quarta-feira, 26, à capital financeira da Índia coordenados por terroristas armados com fuzis e granadas deixaram pelo menos 101 mortos e quase 200 feridos, segundo a direção geral da polícia local. Comandos do Exército invadiram o hotel Taj Mahal - onde os terroristas mantinham centenas de reféns - nas primeiras horas desta quinta-feira (horário local). Pouco depois, os andares superiores do local foram incendiados. A polícia afirma que dois terroristas foram mortos.   Veja também: Assista ao vídeo com cenas dos ataques  Toque de recolher é declarado no centro de Mumbai Situação em Mumbai 'ainda é grave', dizem autoridades Itamaraty diz que não há notícias de vítimas brasileiras Chefe da polícia antiterrorista indiana morre em atentados Exército faz invasão e hotel na Índia pega fogo   O pouco conhecido grupo "Deccan Mujahedeen" assumiu a responsabilidade pelos ataques aos hotéis de luxo Taj Mahal e Oberoi Trident, além de outros oito locais, entre eles, a estação ferroviária central, um hospital e um restaurante popular.   Entre os mortos, segundo a polícia, encontram-se turistas estrangeiros, ainda não identificados. O Japão declarou que uma das vítimas fatais é um cidadão japonês.   Uma fonte diplomática assegurou à Agência Efe que um eurodeputado ficou ferido em um dos ataques, enquanto um porta-voz do Parlamento Europeu (PE) confirmou que o deputado Ignasi Guardans (CiU) liderava uma delegação de comércio exterior na Índia. Hemant Karkare, chefe do esquadrão antiterrorista de Mumbai, está entre as vítimas dos múltiplos atentados, segundo a televisão local.   Em julho de 2006, Mumbai foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixaram quase 190 mortos e mais de 700 feridos. Nesse incidente, bombas foram detonadas em trens nos horários de maior movimento. A polícia indiana acusou a agência de inteligência do Paquistão de estar por trás do planejamento daqueles ataques, executados por militantes islâmicos. O Paquistão negou as alegações.   Repercussão   O governo dos Estados Unidos, no começo da noite desta quarta-feira, condenou os "horrendos" atentados em Mumbai. "Nós condenamos com veemência os horrendos ataques terroristas que ocorreram em Mumbai, Índia", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Wood, em comunicado.   O presidente eleito Barack Obama prometeu trabalhar ao lado da Índia, para "destruir as redes terroristas". No Reino Unido, o primeiro-ministro, Gordon Brown, disse que o ataque foi "ultrajante" e terá uma "resposta vigorosa."

Tudo o que sabemos sobre:
Índiaviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.