Sobe para 102 o número oficial de mortos em atentado na Turquia

Segundo informações publicadas pela imprensa turca, autoridades do país obtiveram informações sobre terroristas dias antes, mas falharam em prevenir o maior atentado já registrado no país

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2015 | 17h20

ANCARA - O número de mortos no duplo atentado ocorrido em Ancara no sábado, 10, chegou a 102, depois que três vítimas que estavam internadas faleceram, informou nesta sexta-feira, 16, a Promotoria da capital turca.

Segundo o jornal "Hürriyet", essa autoridade também indicou que estão detidos 13 suspeitos de vínculos com o ataque perpetrado por dois terroristas suicidas no meio de um grande manifestação pela paz. O comunicado da Promotoria assegura que foram identificadas 101 vítimas.

Segundo o jornal "Cumhuriyet", o atentado foi planejado na cidade de Elbeyli, fronteiriça com a Síria, onde um dia antes dirigentes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) procedentes da Síria se reuniram com um grupo turco.

Os dois terroristas suicidas, de nacionalidade turca, cruzaram para a Turquia desde a Síria e foram levados a Ancara na madrugada de sábado, segundo a publicação.

Informações. Os serviços de inteligência da Turquia obtiveram informações sobre dois terroristas três dias antes do atentado suicida, publicou nesta sexta-feira a imprensa do país, que também apontou que graves erros de segurança permitiram a realização do ataque.

Os terroristas foram identificados pela imprensa como Ömer Deniz Dündar e Yousef Emre Alagöz. Este último era o irmão de outro terrorista suicida que no dia 20 de junho matou 33 ativistas da esquerda pró-curda, o mesmo grupo que foi vítima do ataque de sábado.

Segundo o "Hürriyet", os dois terroristas chegaram aos arredores de Ancara em um veículo particular e se dirigiram em um táxi até Balgar, um bairro próximo da estação de trens onde aconteceu o atentado.

Antes do ataque, tomaram café em uma cantina próxima e depois pegaram um táxi até a estação, onde acontecia a manifestação pela paz. Os dois terroristas detonaram os explosivos que levavam consigo.

Parentes dos jovens apontados como autores do atentado declararam à imprensa turca que tinham pedido há tempo que a polícia os ajudasse porque seus filhos estavam sendo recrutados para se juntar ao EI na Síria.

Os partidos da oposição de esquerda, tanto social-democratas como pró-curdos, denunciaram esses supostos erros de segurança e pediram a saída dos ministros da Justiça e do Interior.

Por enquanto, apenas o diretor-geral de polícia de Ancara e dois subordinados foram suspensos dentro das investigações sobre o atentado. / EFE

Mais conteúdo sobre:
Turquia Terrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.