Sobe para 107 número de mortos no Iraque

Uma ofensiva de explosões e tiroteios matou 107 pessoas e deixou 216 feridas no Iraque nesta segunda-feira, até agora o dia mais violento no país em 2012. Foram 27 ataques em 18 cidades que atingiram principalmente forças de segurança e escritórios do governo - dois dos alvos favoritos da Al-Qaeda.

AE, Agência Estado

23 de julho de 2012 | 19h58

"A Al-Qaeda está tentando enviar a mensagem de que ainda é forte e pode escolher locais e horas para atacar", disse o legislador xiita Hakim al-Zamili, que faz parte do Comitê de Segurança e Defesa do Parlamento. Segundo ele, a fraqueza da capacidade do Iraque de reunir informações de inteligência sobre planos terroristas ou de impedi-los, apesar dos postos de verificação, mostram o quanto o governo é incapaz de proteger seu povo.

Al-Zamili também falou sobre a possibilidade de a Al-Qaeda se infiltrar nas forças de segurança. Se essas brechas não forem fechadas rapidamente, disse ele, "os ataques e explosões vão continuar e a Al-Qaeda será mais forte."

O Ministério do Interior do Iraque, responsável pela segurança do país, condenou os ataques, dizendo que eles são uma "flagrante violação" do mês sagrado do Ramadã e que autoridades de segurança planejam criar uma nova estratégia para a proteção pública. O ministério afirmou também que reclamações sobre falhas de segurança são "inúteis".

O Ramadã, período de jejum e orações para os muçulmanos, teve início na sexta-feira em países da maioria sunita e no sábado em países majoritariamente xiitas.

Autoridades americanas e iraquianas insistem que o braço do grupo terrorista no Iraque, conhecido como Estado Islâmico do Iraque, está longe da força que possuía quando o país esteve à beira de uma guerra civil, entre 2006 e 2008. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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