EFE/Mast Irham
EFE/Mast Irham

Sobe para 110 o número de mortos em terremoto de 7,3 graus no Nepal

País não estava preparado para novo tremor, admite primeiro ministro, Sushil Koirala; situação deve piorar com as chuvas

O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2015 | 11h13

KATMANDU - Katmandu - Pelo menos 110 pessoas morreram no último terremoto que atingiu o Nepal na segunda-feira de 7,3 graus na escala Richter, enquanto os feridos chegam a 2.763, informaram nesta quinta-feira, 14, fontes oficiais.

Segundo o Centro Nacional de Operação de Emergência nepalês, a estas vítimas se somam os 8.199 mortos e 17.867 feridos após o terremoto de 7,8 graus que atingiu o país no dia 25.

Nesta quinta-feira o jornal local "The Himalayan Times" afirma que uma equipe da polícia nepalesa conseguiu resgatar ontem com vida seis menores entre os escombros de um edifício de cinco andares que desabou após o tremor no distrito de Dolakha. Outras 35 pessoas foram resgatadas na terça-feira neste distrito, de acordo com fontes da polícia citadas pelo jornal.

"Depois do primeiro tremor, não estávamos preparados para outro", disse o primeiro-ministro do Nepal, Sushil Koirala, durante uma visita a Charikot, uma das zonas mais devastadas, no nordeste de Katmandu.

"Necessitamos de tendas porque será difícil para as pessoas sobreviverem à temporada de chuvas" que deve começar em junho, indicou o dirigente do país, segundo meios de comunicação locais.

Organismos das Nações Unidas como o Programa Mundial de Alimentos (PMA) também alertaram sobre a necessidade urgente de que a ajuda humanitária chegue antes das monções no Nepal, onde o número de casas destruídas chega a meio milhão.

Enquanto isso, Katmandu tenta recuperar a normalidade depois que o terremoto de segunda-feira provocou um novo êxodo na cidade, na qual milhares de pessoas dormem nas ruas por medo de réplicas.

O terremoto de 25 de abril foi o de maior magnitude no Nepal em 80 anos e o pior na região do Himalaia em uma década, desde que em 2005 um terremoto deixou mais de 84 mil mortos na Caxemira. / EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Nepalterremoto

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.