Sobe para 110 total de mortos em explosão no Iêmen

Uma fábrica de munição explodiu hoje no Iêmen, deixando pelo menos 110 mortos, além de vários feridos. A explosão ocorreu perto da cidade de Jaar, no sul do país, um dia após supostos membros da Al-Qaeda saquearem o local, disse um funcionário. Anteriormente, as autoridades locais haviam confirmado 40 mortos e 90 feridos, mas o número foi revisado por médicos do Hospital Republicano, que fica nas imediações.

AE, Agência Estado

28 de março de 2011 | 16h40

Segundo uma fonte do setor de segurança, a explosão ocorreu quando mais de 100 moradores estavam dentro da fábrica buscando munição. A causa do acidente não está clara. Funcionários do governo disseram, sob anonimato, que a explosão foi um atentado planejado por extremistas da Al-Qaeda.

Muitas mulheres e crianças dos vilarejos vizinhos foram mortas na explosão, que deixou alguns corpos carbonizados, disseram médicos e policiais da província de Abyan. Além de munições, a fábrica produzia rifles Kalashnikov e explosivos para uso na construção de estradas.

Trabalhadores chineses deixaram a fábrica há vários dias, quando as condições políticas se agravaram no Iêmen, em meio aos protestos populares contra o presidente Ali Abdullah Saleh, que governa o país há 32 anos.

Ontem, cerca de 30 homens armados saquearam a fábrica e fugiram em quatro veículos levando armas, segundo testemunhas. Outra fonte do setor de segurança disse que militantes, aparentemente da Al-Qaeda, haviam tomado o controle de Jaar, cidade instável na província de Abyan.

O vice-governador da província, Saleh al-Samty, culpou o governo nacional pela tragédia, dizendo que foi o resultado da falta de ordem que passou a vigorar no Iêmen após as forças militares abandonarem seus quartéis.

Ninguém explicou como os militantes da Al-Qaeda conseguiram tomar o controle da fábrica ontem e como moradores foram ao local para saqueá-lo novamente hoje. Chamada de Fábrica de Munições 7 de Outubro, a indústria normalmente é vigiada por soldados do exército.

"Essa foi uma armadilha montada por militantes islamitas que pensaram que forças do governo viriam ao local após o saque da fábrica. Eles mataram muitos inocentes, mulheres e crianças, com seu plano desumano", disse um funcionário iemenita, que falou sob anonimato. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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