Tim Wimborne/Efe
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Sobe para 113 o número de mortos pelo terremoto na Nova Zelândia

226 pessoas continham desaparecidas; autoridades acreditam que há cada vez menos esperanças de encontrar algum sobrevivente em Christchurch

Efe,

24 de fevereiro de 2011 | 23h45

SYDNEY - As autoridades da Nova Zelândia elevaram nesta sexta-feira, 25, para 113 o número de mortos pelo terremoto de 6,3 graus na escala Richter, que atingiu na terça-feira, 22, a cidade de Christchurch, onde cada vez há menos esperança de encontrar sobreviventes.

 

"Não recuperamos ninguém nesta noite e o número de vítimas aumentará", assegurou o chefe da equipes de resgate, Russell Gibson.

Os socorristas já desistiram de suas tentativas de tirar alguém com vida de vários edifícios em ruínas, como a emblemática catedral cujo campanário afundou pelo terremoto, ou a sede da televisão local CTV.

 

Nesse complexo de escritórios pode haver até 120 pessoas soterradas, a metade estudantes de uma escola de idiomas, enquanto o número de desaparecidos se mantém em 226.

 

Apesar do desânimo generalizado, Gibson indicou que os especialistas em salvamento enviados por Austrália, Estados Unidos, Japão e outros países acham que ainda é possível encontrar sobreviventes entre os escombros.

 

O primeiro-ministro neozelandês, John Key, assinalou que "são dias muito, muito duros para todos", mas ainda acredita que pode ocorrer um milagre em Christchurch, onde a eletricidade foi restabelecida.

 

A polícia mantém isolado o centro da cidade enquanto vasculha os escombros com pequenas câmeras e microfones, ajudadas por cães adestrados.

 

Também vigia que se cumpra o toque de recolher imposto para evitar saques e que os cidadãos circulem por ruas escuras onde dezenas de estruturas ainda podem cair por causa das réplicas do terremoto.

 

O último sobrevivente - uma mulher que permaneceu soterrada sob uma mesa durante quase 26 horas - foi resgatada há dois dias.

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