Sobe para 12 os mortos em explosão em Rosário

O número de mortos na explosão em um edifício na cidade argentina de Rosario, na terça-feira, subiu de 8 para 12, segundo informações da promotora responsável pelas investigações do acidente, Graciela Argüelles. A prefeita da cidade, Mónica Fein, informou que 9 corpos foram identificados e um décimo se encontra em fase final do processo de identificação. Outras 62 pessoas ficaram feridas e as equipes de resgate continuam com os trabalhos de busca de 15 pessoas que permanecem desaparecidas.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agência Estado

07 de agosto de 2013 | 10h37

As autoridades da Defesa Civil não descartam a possibilidade de encontrar mais corpos e pessoas com vida entre os escombros. As tarefas de busca e de retirada dos escombros devem durar todo o dia de hoje, segundo estimativas do diretor do organismo, Raúl Rainoni.

Rosario sofreu o pior acidente de sua história quando um regulador de gás mal instalado provocou o vazamento e consequente acúmulo de gás no ambiente térreo de um conjunto de três edifícios de dez andares. O gás subiu pelo vão da escada e pelo poço do elevador e o contato com alguma faísca pode ter provocado a explosão, que destruiu o edifício central, a frente e a parte posterior de outro e comprometeu a estrutura do terceiro prédio. O secretário de Segurança Nacional, Sergio Berni, informou que há perigo de desmoronamento e os edifícios terão de ser demolidos.

O instalador de gás e o ajudante dele que trabalhavam no local foram detidos pela polícia ontem à noite. A explosão ocorreu pouco depois das 9h30 (de Brasília) e deixou um rastro de vidros e paredes quebrados num raio de até 20 quarteirões. O incêndio durou mais três horas e as falhas no sistema de segurança no fornecimento de gás ficaram expostas, já que a área afetada não contava com válvulas para fechar a saída de gás e evitar a propagação de incêndio.

A promotora Graciela Argüelles pediu um mandado de busca e apreensão na companhia Litoral Gas, ontem no final da tarde, para procurar documentação que comprove denúncias dos moradores de que ligaram para avisar sobre o forte cheiro de gás horas antes da tragédia.

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