Sobe para 13 número de mortos em protestos populares no Iêmen

Manifestantes voltam a tomar ruas da capital para pedir a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh

Agência Estado

23 de fevereiro de 2011 | 15h19

SANAA - Milhares de manifestantes tomaram novamente as ruas da capital do Iêmen, Sanaa, nesta quarta-feira, 23, após partidários do presidente Ali Abdullah Saleh terem tentado expulsá-los do centro da cidade mais cedo. Uma pessoa foi morta e pelo menos 12 feridas nos choques da noite de terça-feira, perto da Universidade de Sanaa. Um grupo de defesa dos direitos humanos contabilizou um número mais elevado de baixas, com dois mortos e 18 feridos nos confrontos.

 

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A morte de outro manifestante em Áden, ferido nos protestos na semana passada, elevou para 13 o total de mortos desde que começaram os protestos contra Saleh. Uma grande manifestação ocorreu nesta quarta em al-Mukalla, capital da província do Hadramaute, no leste do país. Os manifestantes queimaram um carro do governo e jogaram pedras contra a polícia, que disparou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Um jovem estudante ficou gravemente ferido.

 

Sete parlamentares que pertencem ao partido governista de Saleh renunciaram aos cargos devido à situação de grave crise política no país. Eles afirmaram que montarão um partido de oposição, segundo o parlamentar Abdul-Aziz Jabbari. As renúncias aumentam a nove o número de parlamentares que deixaram o partido de Saleh desde o começo da rebelião popular no Iêmen.

 

Os manifestantes exigem a renúncia de Saleh, que governa o país há 32 anos. O presidente prometeu não concorrer à reeleição em 2013, mas isso não foi suficiente para acalmar os protestos. O Iêmen é uma das nações mais pobres do Oriente Médio. As informações são da Associated Press.

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