Arte/ Estadão
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Sobe para 13 número de mortos em saques no interior da Argentina

Governo pede que a Justiça investigue autores intelectuais e materiais dos ataques

O Estado de S. Paulo,

12 de dezembro de 2013 | 15h39

BUENOS AIRES  -  Morreu na manhã desta quinta-feira 12, a quinta vítima de um confronto entre saqueadores e policiais na província de Tucumán, no norte da Argentina, ocorrido na terça-feira.

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O jovem Jesus Villalba, de 20 anos, é a 13ª vítima da violência relacionada aos saques provocados por uma greve de policiais no país, que afeta 16 das 24 províncias do país, atingiu 1.888 estabelecimentos e provocou um prejuízo de US$ 100 milhões.

Segundo o jornal Clarín, a vítima foi baleada durante um saque na cidade de Banda del Río Salí, nos arredores da capital da província de San Miguel de Tucumán. Ele estava internado há dois dias num hospital local, onde outra vítima segue internada em estado grave.

Mais cedo, o governo argentino cobrou da Justiça a investigação sobre a autoria dos saques. "Deve pesar todo o rigor da lei não só sobre os autores materiais dos saques como também sobre os autores intelectuais", disse o chefe de gabinete da presidente Cristina Kirchner, Jorge Capitanich. "Uma ação deliberada como esta não pode ser tratada como um foco isolada."

Além dos confrontos em Tucumán, onde houve cinco mortes, foram registradas vítimas também em Chaco,  Córdoba, Entre Ríos e na província de Buenos Aires.  O governo argentino trabalha num plano para evitar novos saques na periferia de Buenos Aires às vésperas do Natal.

Confrontos. Na noite da terça-feira, uma multidão organizou em Tucumán um panelaço contra o governador José Alperovich, aliado da presidente Cristina Kirchner. Os manifestantes, que exigiam mais segurança e medidas contra os saques, foram reprimidos pelos policiais, que horas antes haviam encerrado a greve.

Enquanto a polícia disparava balas de borracha contra os manifestantes que pediam mais segurança, saqueadores agiam a poucos quilômetros dali. As diversas forças de segurança locais exigem aumentos salariais de 35% a 100%. / EFE

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