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REUTERS/Zoubeir Souissi
REUTERS/Zoubeir Souissi

Sobe para 13 número de vítimas em atentado contra ônibus na Tunísia

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, mas autoridades apontam como responsáveis os grupos jihadistas locais vinculados ao Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 10h38

TÚNIS - O Ministério de Saúde da Tunísia elevou nesta quarta-feira, 25, para 13 o número de mortos no atentado de terça-feira contra um ônibus militar no centro da capital, e para 20 o de feridos.

Em entrevista à rádio local RTC, o responsável pela área de Saúde, Said Aidi, informou que a maioria dos feridos - vários deles graves - estão internados no hospital militar da cidade de Marsa, nos arredores da capital. Dentre eles, 4 são civis.

O atentado aconteceu por volta das 17h30 (14h30 em Brasília) na avenida Mohammed V, uma das principais da capital, quando um suicida detonou uma bomba que explodiu na passagem de um ônibus da guarda presidencial em frente à sede do antigo partido do ditador Zine El Abidine Ben Ali, derrubado em 2011.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do massacre, mas as autoridades apontam como responsáveis os grupos jihadistas locais vinculados ao autoproclamado Estado Islâmico (EI), que combatem o governo desde 2011 na região montanhosa de Kaserin, próxima à fronteira com a Argélia.

A área é, há quatro anos, lugar de reunião para membros de movimentos radicais como o próprio EI e a organização da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), que partem dali para combater na Síria, Iraque e Líbia.

"É um atentado", afirmou o porta-voz da presidência da Tunísia, Moez Sinaoui.

Em razão do ataque, o presidente do país, Beji Caid Essebsi, decretou na terça-feira estado de emergência durante 30 dias e impôs um toque de recolher noturno. Ele está reunido com a equipe de governo e com o gabinete de crise para desenvolver novas medidas de segurança.

Nas ruas, no entanto, a situação é mais calma, com o trânsito um pouco pior do que o normal em razão dos vários postos de controle estabelecidos em diversos pontos da capital, onde a presença da polícia é maior.

Atividades como o Festival de Cinema de Cartago, o mais antigo da África, mantiveram a programação habitual, apesar de ser considerado um alvo dos jihadistas.

"Não queremos que os terroristas vençam e imponham o medo, que é o que querem. Estamos tristes, estamos com raiva, mas não estamos abatidos. Vamos continuar", garantiu Saleh Bakara, um comerciante do centro da capital, resumindo o sentimento de muitos de seus compatriotas. /EFE e AFP

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