Sobe para 138 número de mortes provocadas por vulcão na Indonésia

Merapi está ativo desde o fim de outubro; explosão da sexta-feira foi a maior em um século

Efe,

06 Novembro 2010 | 05h40

Atualizado às 8h20

 

Vulcão é um dos mais ativos do mundo.

 

JACARTA - O número de mortes provocadas pelas erupções do vulcão Merapi, na Indonésia, subiu para 138 neste sábado, 6, informaram as autoridades do país asiático.

 

O vulcão, um dos mais ativos do mundo e situado na ilha de Java, iniciou suas atividades no final de outubro, logo após o país sofrer com um terremoto e um tsunami.

 

Segundo Sigit Priohutomo, funcionário do hospital Sarjito e responsável pela contagem de vítimas para o governo, disse que 94 pessoas morreram nos últimos dias. Alguns pacientes, segundo ele, tinham mais de 95% do corpo queimado.

 

A Indonésia sofre frequentemente com tremores e com erupções vulcânicas porque situa-se ao longo do chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta.

 

As erupções do Merapi provocaram o deslocamento de mais de 200 mil pessoas. A área de segurança teve seu raio ampliado para 20 quilômetros, já que as explosões da sexta-feira foram as maiores em um século.

 

A população da região vive debaixo de uma constante chuva de cinzas, o que obriga as pessoas a proteger o nariz e a boca com máscaras. Das centenas de feridos, que estão distribuídos por três hospitais, a maior parte apresenta queimaduras de diferentes graus e problemas respiratórios.

 

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, instalou seu escritório em Yogyakarta, a 30 quilômetros ao sul de cratera, desde onde dirige pessoalmente as operações de resgate e proteção.

 

O líder indonésio, que chegou na noite de sexta-feira Yogyakarta, disse que ficará por tempo indeterminado na região para que a resposta à catástrofe seja dada com rapidez e eficácia. O objetivo é evitar a tragédia de 1930, quando 1.300 pessoas morreram em uma erupção do Merapi, cujo nome significa "Montanha de Fogo".

 

Indonésio fogem após novas explosões do Merapi.

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