Sobe para 14 o número de mortos em explosões no Iraque

Uma série de explosões abalou Bagdá e outras cidades próximas deixando 14 mortos e 52 feridos. Bombas, morteiros e tiros foram disparados contra a capital nesta segunda-feira, encerrando a relativa calmaria do fim de semana. Muitos dos ataques que aconteceram na segunda-feira tiveram como alvo as forças de segurança do país, acusadas pelos sunitas de cometerem repetidos abusos contra eles sob o pretexto de combater a insurgência sunita. O governo nega as acusações. Um soldado americano da sétima divisão morreu no domingo na região de Anmar, zona de insurgência rebelde. A morte dele eleva o número de baixas americanas desde o inicio da guerra para 2,3 mil, segundo contas da agência Associated Press. O ataque mais violento aconteceu na cidade de Baqouba, onde um carro-bomba, cujo alvo era uma patrulha policial, explodiu perto do escritório do prefeito e de um mercado, matando seis pessoas e deixando 23 feridos Baqouba é uma cidade dividida entre xiitas e sunitas, a cerca de 65 quilômetros ao norte de Bagdá, e foi cenário de uma onda de violência sectária causada pelo bombardeio a uma mesquita na cidade de Samarra, no dia 22 de fevereiro. O major Gen. Mibder Hatim al-Dulaimi, um sunita encarregado da sexta divisão do exercito iraquiano, foi morto por atiradores que alvejaram seu comboio, enquanto ele fazia a inspeção das tropas, no bairro de Mansur, em Bagdá, afirmou o funcionário do Ministério do Interior, Maj. Falah al-Mohammedawi. No mesmo dia e na mesma região de Bagdá outros atiradores atacaram veículos que levavam seguranças contratados pelo ministro da Defesa, Saadoun al-Dulaimi. Os três homens são da mesma tribo mas não têm parentesco. Mais dois policiais foram mortos e um ficou ferido quando um carro-bomba explodiu em uma rua residencial, no centro de Bagdá. Dois civis também ficaram machucados. Outro carro-bomba explodiu próximo a uma patrulha militar, deixando sete feridos, incluindo dois oficiais. Duas bombas explodiram na região sul da cidade, no bairro de Dora. A primeira tinha como alvo uma patrulha militar do Ministério do Interior, e deixou um policial ferido. Já a segunda disparou quando uma patrulha americana passava, deixando dois civis e cinco policiais que faziam a segurança de um banco feridos. Apesar da violência política, o presidente Jalal Talabani afirmou no domingo que emitiria um decreto convocando o novo parlamento para sua primeira sessão. A constituição iraquiana exige que a primeira reunião ocorra em um prazo máximo de quatro semanas após a certificação da eleição de 15 de dezembro. O prazo vence no próximo domingo.

Agencia Estado,

06 Março 2006 | 14h47

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