Sobe para 15 o número de mortos no terremoto que sacudiu o norte da Itália

O epicentro foi na província de Modena, a mesma região em que outro terremoto, ocorrido neste mês, já havia causado outras 7 mortes

Efe,

29 Maio 2012 | 07h44

ROMA - Pelo menos quinze pessoas morreram no terremoto de 5,8 graus na escala Richter que sacudiu nesta terça-feira, 29, a região de Emilia Romanha (norte da Itália), causando o desmoronamento de edifícios e fábricas, informaram fontes da polícia local.

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Os policiais confirmaram a morte de três trabalhadores, um italiano, um marroquino e um indiano, após o desabamento de uma empresa de construção na comuna de San Felice sul Panaro.

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Outras duas fábricas desabaram na zona industrial desta localidade e os bombeiros estão trabalhando para comprovar se há mais pessoas presas entre os escombros.

Em Mirandola foram registradas duas mortes em outra fábrica, enquanto em Concordia um idoso morreu ao ser golpeado por uma cornija. Além disso, outras duas pessoas faleceram em Finale Emilia e em Cavezzo, assim como o pároco de Rovereto di Novi.

O prefeito de Concordia, Carlo Marchini, afirmou ao canal de televisão "Skytg24" que nessa localidade desabaram vários edifícios, há numerosos feridos e a "situação é muito grave".

O tremor teve seu epicentro na província de Modena, região de Emilia Romagna, na mesma área em que aconteceu o terremoto de 20 de maio, que deixou sete mortos, cerca de 50 feridos e mais de cinco mil evacuados.

Fontes do Instituto de Geofísica da Itália confirmaram que a magnitude do terremoto ficou entre 5,7 e 5,8 graus na escala Richter e a uma profundidade de 10 quilômetros, muito similar ao tremor de 5,9 graus de 20 de maio, embora de menor duração.

Esse sismo foi seguido por várias réplicas de menor intensidade, e foram reportados novos desmoronamentos de edifícios históricos e igrejas das zonas já afetadas pelo último tremor.

A imprensa italiana informou o desabamento da torre de San Felice sul Panaro, da basílica de San Francisco, em Mirandola, e de outras igrejas da zona.

O tremor foi sentido em todo o norte e o centro do país, nas regiões - além de Emilia Romagna - de Gênova, Lombardia, Piemonte, Vêneto e Toscana, e foram desalojados diversos edifícios públicos em cidades como Milão, Bolonha e Florença.

As autoridades ferroviárias da Itália suspenderam o trânsito de várias linhas na região para avaliar possíveis danos.

O primeiro-ministro italiano, o tecnocrata Mario Monti, compareceu perante os jornalistas após o terremoto para garantir que "fará todo o possível e o mais rápido possível" para levar ajuda aos cidadãos.

 

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