EFE
EFE

Sobe para 154 número de mortos por inundações na China

As chuvas torrenciais que começaram na segunda-feira fizeram córregos transbordarem e causaram deslizamentos de terra; outras 124 pessoas estão desaparecidas

Agência Estado, Estadão Conteúdo

23 de julho de 2016 | 13h37

PEQUIM - Subiu para 154 o número mortos em decorrência das chuvas torrenciais que atingiram a China nesta semana. Segundo autoridades, outras 124 pessoas estão desaparecidas. As chuvas, que começaram na segunda-feira, fizeram córregos transbordarem, provocaram deslizamentos de terra e destruíram casas em todo o país.

A Província de Hebei, no norte da China, foi a mais atingida. Segundo autoridades da região, 114 pessoas morreram e 111 estão desaparecidas em razão das inundações. Quase 300 mil pessoas foram retiradas de suas casas em Hebei, e a província providenciou barracas, cobertores, galochas e geradores para ajudar os desabrigados.

Na cidade de Xingtai, em Hebei, 25 pessoas morreram e 13 estavam desaparecidas. A cidade chamou a atenção de todo o país após protestos emocionados na sexta-feira. O vilarejo de Daxian, em Xingtai, foi quase completamente destruído por uma enxurrada na quarta-feira de manhã, quando os moradores ainda estavam dormindo. Fotos circularam na internet com imagens de crianças afogadas caídas na lama.

Moradores revoltados em Daxian questionaram se as autoridades foram negligentes ao não notificá-los a tempo quando um reservatório liberou água da enchente. Autoridades disseram que um problema na barragem de um rio foi responsável pela enxurrada.

Neste sábado à noite (horário local), o prefeito de Xingtai, Dong Xiaoyu, fez um pedido público de desculpas pela resposta inadequada à situação. Segundo ele, o risco de inundação foi subestimado, e autoridades locais erraram ao não confirmar e reportar as mortes a tempo e de forma precisa. Ele prometeu uma investigação rigorosa para apurar as responsabilidades. /Associated Press

Tudo o que sabemos sobre:
China

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.