Sobe para 17 o número de mortos em atentado nas Filipinas

Mais uma vítima do atentado de véspera de Natal perpetrado no sul das Filipinas morreu nesta quinta-feira por causa dos ferimentos sofridos anteontem, elevando para 17 o número de mortos na ação extremista. O comandante da polícia regional, Acmad Omar, comentou que investigações preliminares sugerem que a Frente Moro pela Libertação Islâmica (FMLI) pode estar envolvida no atentado que causou a morte de Saudie Ampatuan, prefeito de Datu Piang, e outras 16 pessoas. "Temos quatro suspeitos convidados a prestar depoimento, mas não tenho certeza de que eles pertençam à Frente Moro pela Libertação Islâmica", disse Omar. De acordo com ele, um comandante da Frente Moro conhecido como "Rambo" foi visto um dia antes do atentado nos arredores do local onde uma bomba repleta de pregos foi detonada. Eid Kabalu, porta-voz do grupo rebelde, negou a acusação da polícia e pediu uma investigação imparcial. "Isto é uma grande mentira. Rambo não poderia estar lá porque está na 101ª base de comando (da Frente Moro), que fica muito longe dali", garantiu Kabalu. Ele confirmou a detenção de quatro pessoas. Dois dos detidos são sobrinhos da esposa de Rambo, mas não estão ligados à Frente Moro, assegurou. Os outros dois também estão ligados a uma influente família da região. Omar, o comandante da polícia, afirmou que a explosão por controle remoto é um método similar a atentados promovidos pela Frente Moro no passado. Kabalu, porém, disse que o grupo islâmico não tem familiaridade com explosivos tão sofisticados como os utilizados neste ataque.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.