EFE/EPA/GHULAMULLAH HABIBI
EFE/EPA/GHULAMULLAH HABIBI

Sobe para 19 número de mortos em ataque do Estado Islâmico no Afeganistão

Ataque com homem-bomba em prisão também deixou 42 pessoas feridas

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2020 | 04h33

Autoridades afegãs aumentaram nesta segunda, 3, para 19 mortos e 42 feridos as vítimas do ataque pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em uma prisão na província oriental de Nangarhar, no Afeganistão. O ataque à prisão de Nangarhar, com centenas de prisioneiros, começou no início da noite de domingo, às 18h30 (hora local) e continuou após cerca de 14 horas de confronto armado. 

O ataque começou quando um homem-bomba detonou seu carro carregado com explosivos na entrada da prisão em Jalalabad, capital de Nangarhar, seguido de um ataque armado por um número desconhecido de agressores que assumiram posições dentro do centro e em prédios próximos. 

"Até agora, recebemos 15 corpos, incluindo três crianças e 42 feridos no hospital", disse à Efe Zahir Adil, porta-voz do Departamento de Saúde Pública de Nangarhar. Todos os feridos admitidos até agora estão fora de perigo, recebendo tratamento médico, disse ele.

O porta-voz do governador de Nangarhar, Attaullah Khogyanai, disse à Efe que pelo menos quatro jihadistas morreram. Um deles morreu na explosão de um carro-bomba e três outros em confrontos com as forças de segurança. Não foi possível determinar quantos mais atacantes continuam na área, acrescentou. 

Dezenas de famílias que residem em prédios próximos foram resgatadas pelas forças de segurança, no entanto, existe a possibilidade de que várias outras famílias ainda estejam presas nos andares superiores do edifício onde os jihadistas estão escondidos. 

"As forças de segurança se movem devagar e com cuidado para limpar o prédio, andar por andar, sala por sala, para proteger civis em potencial presos no prédio", disse Khogyanai. O ataque permitiu que vários presos escapassem do centro. "Pelo menos 700 prisioneiros foram capturados pelas forças de segurança e estão atualmente em uma prisão temporária", disse Khogyanai, que não quis dizer quantos prisioneiros permanecem no centro de detenção. /EFE

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