Sobe para 19 número de mortos em ataque na Colômbia

Os atentados explosivos ocorridos ontem em Bogotá, durante a posse do presidente colombiano Alvaro Uribe, registraram um saldo de 19 mortes até o momento. Um balanço preliminar registrou 14 vítimas fatais, mas o secretário municipal da Saúde, José Fernando Cardona, assegurou hoje que mais cinco pessoas morreram em razão dos ferimentos sofridos nas explosões. "Dos 67 pacientes que foram atendidos nos hospitais, cinco faleceram nas últimas horas, subindo para 19 o total de vítimas?, declarou Cardona à imprensa. Esse número ainda pode aumentar, já que oito pacientes continuam em estado crítico, segundo o médico. Uribe afirmou nesta quinta-feira sentir uma "enorme tristeza por esses cidadãos inocentes mortos". Mais de 20 mil policiais e militares, além de aviões de combate, vigiavam Bogotá no dia da transferência do poder do presidente Andrés Pastrana para Uribe, mas as milícias urbanas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mostraram uma capacidade insuspeita pelas autoridades. "O que ocorreu ontem não tinha precedentes em Bogotá nem na Colômbia", reconheceu hoje o comandante da Polícia Metropolitana, general Héctor Darío Castro. Alcance Em uma entrevista à rádio RCN, Castro disse que um homem foi detido com um rádio que servia para ativar detonadores de bombas. Nos ataques foram usados morteiros artesanais feitos com cilindros de metal empregados para armazenar gás de cozinha, carregados com granadas especiais de alcance superior a 2 mil metros. "Infelizmente, não tínhamos a informação de que eles poderiam lançar atentados a dois ou três quilômetros de distância", afirmou. As autoridades calculam que, no total, umas 14 granadas foram lançadas a partir de diferentes pontos da capital. Na quarta-feira, foram desativados 100 morteiros e 76 granadas. O especialista em explosivos da polícia secreta, Jairo Parra, explicou à Associated Press que a tecnologia empregada pelas Farc é similar à utilizada pelo rebelde Exército Republicano Irlandês (IRA). Em agosto de 2001, três irlandeses foram capturados pelo Exército depois de saírem da zona de distensão controlada pelas Farc. Os estrangeiros foram encarcerados na Colômbia, acusados de treinar a guerrilha em técnicas explosivas. O prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, pediu maior colaboração da população para evitar novas ações terroristas da principal guerrilha do país. Atualmente, há um plano de recompensas no valor de US$ 75 mil para os que fornecerem dados sobre os autores de atentados.

Agencia Estado,

08 Agosto 2002 | 17h13

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