Sobe para 202 número de mortos em ataques no Iraque

Subiu para 202 o número de mortos nos ataques que atingiram a cidade de Bagdá nesta quinta-feira, quando insurgentes sunitas explodiram cinco carros-bomba e duas salvas de morteiros no maior reduto xiita de Bagdá. Pelo menos 252 civis ficaram feridos. De acordo com a Associated Press, o embaixador norte-americano deve procurar os líderes iraquianos para discutir estratégias que contenham a crescente violência sectária na região. Os xiitas responderam aos ataques explodindo 10 morteiros no mais importante reduto sunita da região e matando pelo menos uma pessoa. As bombas também danificaram parte da mesquita Abu Hanifa e deixaram cerca de 14 feridos. Em seguida, outros dois carros-bomba estacionados explodiram praticamente ao mesmo tempo - um nos limites de Cidade Sadr e outro atrás do escritório do clérigo radical xiita antiamericano Muqtada al-Sadr. A onda de violência no Iraque provou novamente a impotência do exército e da polícia diante da ação dos extremistas. Segundo a Casa Branca, a administração Bush pretende aumentar os esforços para diminuir o número de ataques em Bagdá. "Nós condenamos esse atos violentos, que acabam com as esperanças de paz e estabilidade do povo iraquiano", disse Jeanie Mamo, um porta-voz da Casa Branca. O presidente Bush planeja visitar a Jordânia na próxima semana para discutir a situação com o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki. Os funerais começaram nesta sexta-feira, para as vítimas do ataque mais mortal desde o início da guerra. Centenas de homens, mulheres e crianças batiam no peito, cantavam e choravam enquanto caminhavam ao lado dos carros com os caixões. Bagdá ficou em um toque de recolher de 24 horas, com a intenção de conter a crescente violência sectária na capital. Mas o premier Nouri al-Maliki, xiita, ordenou a polícia a proteger as procissões com as vítimas do ataque de quinta-feira, de Cidade Sadr a Najaf, onde serão enterrados.

Agencia Estado,

24 Novembro 2006 | 07h46

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