Sobe para 205 total de mortos em ataque aéreo de Israel

Subiu para 205 o número de mortos nos ataques de aviões israelenses contra diversas unidades de segurança do grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza, informou a autoridade de saúde de Gaza, Dr. Moaiya Hassanain. Outras 388 pessoas ficaram feridas nos ataques. Hassanain não disse quantos civis estão entre os mortos. Autoridades do exército israelense afirmam que mais de 100 toneladas de bombas foram jogadas em Gaza até o meio da tarde.Mais cedo, o porta-voz da polícia Ehud Ghussein havia dito que cerca de 140 oficiais de segurança do Hamas morreram nos ataques. Os bombardeios provocaram pânico e confusão, com nuvens negras cobrindo Gaza. Alguns dos mísseis atingiram regiões densamente povoadas, onde crianças saíam das escolas.Em um dos complexos atingidos do Hamas, corpos de mais de uma dúzia de oficiais de segurança uniformizados espalhavam-se pelo chão. Entre os mortos estava o chefe da polícia de Gaza. O Egito abriu sua fronteira com Gaza para permitir que ambulâncias retirassem alguns dos feridos.O Hamas, que assumiu o controle da Faixa de Gaza em junho de 2007, afirmou que todas as instalações de segurança foram atingidas e, em resposta, atirou ao menos 50 mísseis contra Israel, atingindo regiões mais distantes da fronteira de Israel. Um israelense foi morto e pelo menos seis ficaram feridos.O ministro de Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que os ataques contra Gaza irão continuar "o quanto for necessário". "A operação irá continuar e será intensificada o quanto for necessário", afirmou Barak em entrevista coletiva televisionada. Israel alertou aos civis que vivem próximo à fronteira da Faixa de Gaza que se protejam.O presidente palestino e opositor ao Hamas, Mahmoud Abbas, pediu moderação. Abbas teria ainda pedido ao rei saudita Abdullah que intercedesse "urgentemente junto as partes internacionais, especialmente os Estados Unidos, para que exerçam pressão sobre Israel a fim de encerrar a agressão contra Gaza", disse uma fonte.O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Gordon Johndroe, disse a Israel que "evite atacar civis", mas alertou que o movimento islâmico deve também cessar seus ataques com mísseis se a intenção for acabar com a violência. O Reino Unido afirmou estar profundamente preocupado.A União Européia pediu suspensão imediata dos ataques aéreos de Israel, dos bombardeios do Hamas dentro e próximo a Gaza e ao bloqueio israelense na região. Uma nota divulgada pela atual presidência francesa da União Européia diz que o bloco de 27 nações "condena o desproporcional uso de força" de ambos lados e pede a "reabertura de todos os pontos de fronteira e uma retomada imediata das entregas de ajuda humanitária e de combustíveis"."A solução em Gaza não é militar", diz a nota da União Européia, pedindo por mais uma trégua. A União Européia é parte do chamado "quarteto" que busca negociar a paz no Oriente Médio, que inclui os Estados Unidos, as Nações Unidas e a Rússia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.